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21 de maio de 2024
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Mais de 500 disciplinas podem ficar sem professor na UESPI

Cerca de 500 disciplinas estão ameaçadas de não serem ofertadas em 2015 pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). A situação é grave e compromete o andamento de vários cursos da instituição. O motivo é a falta de professores. Hoje (14), o reitor da universidade, Nouga Cardoso Batista, foi ao Palácio de Karnak pedir socorro.

“Fomos ao Palácio de Karnak protocolar um documento para o governador com as reivindicações, mas tivemos uma agenda sobre a situação da UESPI com o secretário de governo, Merlong Solano. Precisamos da contratação de professores para atuar no semestre de 2015. São mais de 500 disciplinas descobertas”, relata o reitor.

 

Segundo ele, para suprir a demanda seriam necessários 208 professores. O reitor explica que, se o governo autorizar o teste seletivo ainda este mês, não haverá cancelamento de disciplinas, como aconteceu no ano passado. “Estamos com tempo suficiente. O governo autorizando a realização do teste seletivo na próxima semana, ainda no início desse semestre os professores estarão atuando em sala de aula”, explica, ressaltando que a situação é grave e não foi criada agora.

 

“A situação vem desde o governo passado. Não houve a contratação e várias disciplinas não foram ministradas e tiveram que ser canceladas”, relata.

 

A falta de professores terminou prejudicando a oferta de vagas no vestibular da instituição. De acordo com o reitor, nos campi de Campo Maior, Barras e Bom Jesus não foram ofertadas vagas. “Foram cerca de mil vagas a menos”, revela o reitor.

 

Pagamento de bolsistas

Outro problema enfrentado pela UESPI é o atraso no pagamento dos bolsistas da instituição. A dívida já estaria em R$ 1,5 milhão. “O pagamento dos bolsistas está atrasado desde setembro. Se os pagamentos não forem feitos, não teremos como lançar edital para este ano”, conta Nouga.

 

O reitor pediu ainda ao governador que envie um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) regularizando vários cargos da instituição. “A universidade cresceu e em alguns campi as pessoas estão trabalhando e sendo remuneradas com gratificação, mas os cargos não foram criados em lei. Anualmente somos multados por isso. Pedimos essa regularização que não vai onerar em nada, já que as pessoas estão lá trabalhando”, explica.

 

A lista de reinvindicação terminou com o pedido de contratação de mais técnicos administrativos. Muitos cargos estão ociosos. “Em função da baixa remuneração, muitos profissionais têm pedido demissão e a UESPI não tem feito a reposição. A lei permite a substituição da vaga ociosa”, finaliza.

 

Nouga disse que o secretário Merlong passou as demandas para a coordenação financeira e que, na semana que vem, está prevista uma reunião com o governador Wellington Dias para discutir a situação.

 

 

Hérlon Moraes / Cidade Verde

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