Com a chegada do período de ventos e das férias escolares, a prática de soltar pipas torna-se uma opção de lazer para crianças, adolescentes e até adultos. Apesar de ser uma brincadeira tradicional, o uso de cerol, mistura de cola com vidro moído aplicada à linha da pipa, continua sendo motivo de preocupação para órgãos de segurança devido aos riscos de provocar acidentes graves e até fatais.
O coronel Egídio Leite, relações-públicas do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, alerta que o uso do cerol é proibido e oferece riscos não apenas para quem participa da brincadeira, mas também para motociclistas, ciclistas e pedestres.
Pelo risco que oferece, é proibido por lei a utilização do cerol. E chegando esse período de julho, com os ventos, e as pessoas utilizando para soltar pipa, o Corpo de Bombeiro sempre faz alertas em relação à utilização do cerol
Em 2025, o Senado Federal aprovou um projeto de lei que proíbe a fabricação, comercialização e o uso de cerol em todo o país. A proposta prevê pena de um a três anos de detenção, além de multa. Atualmente, a prática também pode ser enquadrada no artigo 132 do Código Penal, que trata da exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo direto e iminente.
Segundo o coronel, a população pode denunciar casos de fabricação ou comercialização do produto. “O cerol é proibido por lei, então, quem verificar que alguém está comercializando ou produzindo pode acionar o 190 (PM). Em caso de acidentes pode acionar o 193 (Corpo de Bombeiros)”, orienta.



