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22 de junho de 2024
Cidades em Foco
Baú

Uma perdida na academia

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Maria Nilza

 

A Faculdade R. Sá abriu, nesta quarta-feira, 27 de maio, a IX Semana Científica. Desta vez com a temática relacionada à Educação e ao Semiárido.

Cheguei às 18 h 00 min em ponto, e fui de ônibus, da empresa R.Sá diga-se de passagem. ( Isto é bom? Não sei, cheira monopólio, mas quem sou eu para falar deste tema, ignorante de tataravô)

A fila de credenciamento estava dobrando quarteirão, se tivesse um quarteirão para dobrar. Talvez metade do caminho ao centro de Picos, com todo exagero que merece.

Mas cheguei ao auditório, lotado. Todos os alunos, e não, compareceram. Tantos bebês reunidos por metro quadrado, ops, não estou falando de crianças (poderia, afinal seremos sempre), porém, pessoas que acumulam letras B a suas características.

Continuando com os bês, não eram BBBs, eram só BBs, de gente bonita e branca. E por falar em beber, os barzinhos do entorno estavam tão lotados quanto o auditório, munidos de material para entornar. Admiro os proprietários, mesmo sem ter nenhum diploma, são especialistas e PHDs em saber atrair a galera acadêmica. Enquanto os professores que viram noites montando estratégias de atrair os alunos para suas aulas, não logram tanto.

Insistindo nos BBBs, algumas utilizando o terceiro Bê,(qualquer um de acordo com a imaginação do leitor) passavam de rosto virado para não reconhecer as colegas do passado, afinal, não pagamos mensalidades caras, nem desfilamos a última grife. As vezes insistíamos, eu e outras colegas PP (pretas e pobres) em cruzar e firmar o olhar, e nada, nenhuma reação de que algum dia fomos “amigas”.

Apesar de já estarmos na quarta-feira, a semana, Científica, está começando. Eu, como muitos que foram BB, no bar, claro, saí antes de quase começar. Eu não fui Beber, bem que gostaria. Minha desculpa foi justificada, o palestrante de abertura não compareceu, alegando motivos de saúde. Mas alguém sugeriu que ele estava sem graça de ter feito muita graça, no último show na cidade, falando mal da URSA. Será que temeu uma patada, ou ter metade do cachê descontado por maledicência?

Acho mesmo é que passei da idade de enfrentar os bancos da academia, da primeira vez em um instituição Federal e pública, onde todos andávamos de chinelo de dedo e levávamos o sanduíche na mochila, sem falar no famoso RU. Me sinto perdida nos corredores de uma instituição privada, que parece mais uma passarela, gente bonita e rica. Mas o importante é que estão investigando e formando profissionais com boa qualificação, não só técnica, mas sujeitos que sabem refletir sobre o estar no mundo. Como disse Cora Coralina, “acredito nos moços, exalto sua confiança… Creio nos milagres da ciência e na descoberta de uma profilaxia futura dos erros e violências do presente”.

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