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3 de junho de 2026
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UFPI vai ofertar vestibular para indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco

Foto: Ufpi

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) prepara um novo processo seletivo com oferta de vagas para indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu nos cursos de graduação presencial da Instituição.

O processo seletivo, uma espécie de vestibular específico e diferenciado para povos originários e comunidades tradicionais, foi aprovado ontem (10) no Conselho Universitário. A decisão ocorre após realizar escutas com as comunidades e discussão internas na universidade.

O pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC) da UFPI, Emídio Matos, informou que a resolução está em fase de planejamento para as vagas serem ofertadas para o segundo semestre ou no próximo ano.

“É uma resolução que atende as demandas de grupos marginalizados. Houve escutas e discussões para essa política de inclusão e a preocupação não só é de criar as condições para democratizar o acesso, mas também de permanência e conclusão com sucesso dessa jornada acadêmica”, disse Emídio Matos.

A universidade estuda o edital que será lançado com um teste com pontuação diferenciado, anunciando a quantidade de vagas e que os indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco poderão disputar qualquer dos 107 cursos que são ofertados nos campi de Teresina, Floriano, Picos e Bom Jesus.

Emídio Matos destacou que os novos estudantes terão condições de permanência como acesso ao restaurante universitário, auxílio moradia e aos benefícios financeiros que existem na universidade.

Segundo dados do censo 2022 do IBGE, existem cerca de 32 mil quilombolas no Piauí. Há aproximadamente 50 quilombos espalhados e reconhecidos por todas as regiões do estado, conforme levantamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto de Regularização Fundiária e Patrimônio Imobiliário do Piau (Interpi).

Antes dessa resolução, os indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco tinha que esperar as vagas remanescentes para tentar conseguir realizar um curso na Ufpi.

Fonte: CidadeVerde

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