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15 de julho de 2026
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DHPP prende motorista de app suspeito de matar segurança; motivo seria disputa por paternidade

Foto: Reprodução

Suspeito de participação no assassinato do segurança Erismar Rodrigues dos Santos, o motorista de aplicativo identificado como Ítalo foi preso nesta quarta-feira (15), após se apresentar ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

“Os indícios da investigação apontam para ele e, inevitavelmente, tivemos que agir prontamente, solicitando à Justiça este pedido cautelar de prisão temporária”, afirmou ao Jornal do Piauí o delegado Bruno Ursulino, que preside o inquérito que apura o caso.

Erismar Rodrigues foi morto a tiros na noite da última sexta-feira (10), na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, nas proximidades da ponte Anselmo Dias, na zona sudeste de Teresina. Segundo testemunhas, a vítima estava em uma motocicleta quando foi surpreendida por dois homens em outro veículo, que efetuaram diversos disparos.

Após ser atingido pelos primeiros tiros, a vítima abandonou a motocicleta e tentou fugir a pé, mas foi novamente alvejada e caiu a cerca de 20 metros do veículo, morrendo no local. Próximo ao corpo, foram encontrados uma mochila preta e um aparelho celular.

“Nossa equipe busca agora demonstrar o real envolvimento dele, se como mandante ou como executor no local do crime. São nuances que ainda estão sendo trabalhadas e que somente no decorrer da investigação poderemos chegar ao final para, de fato, demonstrar isso de forma concreta e documentada”, pontuou a autoridade policial.

Motivações

Apesar de negar envolvimento no crime, o delegado ressaltou que há relatos de ameaças do motorista de aplicativo ao segurança, devido a uma desavença envolvendo uma suposta traição e a paternidade de uma criança, registrada como filha de Ítalo, mas cujo verdadeiro pai seria Erismar.

“Percebemos, então, uma verdadeira conturbação nesse relacionamento e estamos trabalhando nisso para trazer a real motivação de todo esse fato”, disse Ursulino.

O delegado também citou uma discussão entre o segurança e o motorista de aplicativo, horas antes do homicídio, como um dos elementos considerados no inquérito que sugerem a participação de Ítalo no crime.

“Existe um diálogo extremamente ríspido entre os dois, uma discussão em que, mesmo não chegando às vias de fato, foram proferidas ameaças de ambas as partes. Quando analisamos todo o histórico da relação, entendemos por que a situação chegou àquele ponto. Isso foi na tarde de sexta-feira, dia 10 de julho, e, à noite, a vítima foi morta em um ponto isolado da cidade. Percebemos que ele foi pego de surpresa; foram efetuados disparos, ele possivelmente foi perseguido, a moto caiu em um local e a vítima tentou se evadir, mas caiu logo à frente”, concluiu o delegado.

Fonte: CidadeVerde

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