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3 de junho de 2026
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Discord amplia segurança para adolescentes com verificação de idade a partir de março

Celular / Reprodução/Agência Brasil

O Discord anunciou que, a partir do início de março, vai ampliar globalmente as ferramentas de segurança voltadas para adolescentes, com exigência de verificação de idade, ajustes automáticos de conteúdo e novas restrições de acesso a áreas específicas da plataforma. As mudanças atingem tanto novos usuários quanto aqueles que já utilizam o serviço.

Com as novas regras, adolescentes a partir de 13 anos terão de comprovar a idade para acessar determinadas áreas e para modificar configurações sensíveis. O sistema também deverá identificar usuários adultos automaticamente, reduzindo a necessidade de verificações recorrentes para esse público.

A verificação etária poderá ser feita por reconhecimento facial, por meio de uma foto, ou pelo envio de documento que comprove a idade. Segundo a empresa, o documento será descartado após a confirmação. A partir da validação, o Discord ajustará os conteúdos exibidos ao usuário de acordo com a faixa etária, ampliando filtros e controles para menores de idade.

Além das mudanças técnicas, a plataforma anunciou a criação de um Conselho de Adolescentes, formado por 10 a 12 jovens, com a função de opinar sobre políticas e sugerir ações futuras relacionadas à segurança e ao uso do aplicativo por esse público.

O Discord se soma a outras plataformas que adotaram medidas adicionais nos últimos meses. O YouTube anunciou, no fim de janeiro, o uso de inteligência artificial para identificar usuários menores de idade em países como Brasil e Austrália, estratégia já implementada em algumas regiões da Europa. O Roblox, popular entre crianças e adolescentes, também passou a exigir comprovação de idade para acesso ao chat, mudança que gerou protestos dentro da própria plataforma.

As iniciativas ocorrem em um contexto de debate internacional sobre o impacto das redes sociais na infância e adolescência. Em dezembro, a Austrália aprovou a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, enquanto a Nova Zelândia avalia adotar medida semelhante. Países europeus, como França, Dinamarca, Noruega e Espanha, têm implementado restrições e políticas de controle mais rígidas para esse público.

No Brasil, não há previsão de proibição do uso de redes sociais por menores. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente prevê, porém, que plataformas e lojas de aplicativos compartilhem a responsabilidade pela proteção desse público, incluindo medidas de segurança, moderação de conteúdo e controle de acesso.

A verificação etária pode reduzir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados, mas alertam para desafios relacionados à privacidade e ao uso de dados sensíveis. O impacto das novas regras dependerá da transparência da plataforma, da adesão dos usuários e da fiscalização por autoridades e pela sociedade.

Com informações da Agência Brasil. 

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