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17 de junho de 2026
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Frequência escolar dos estudantes piauienses supera a média brasileira, diz IBGE

Professor e alunos em sala de aula — Foto: Maksuel Martins/Secom/Divulgação

O IBGE divulgou nesta quarta (26) os dados do Censo 2020 referentes ao tema Educação e trouxe números considerados animadores para o Piauí. Com relação à frequência escolar, o Estado apresenta uma média de assiduidade superior à média nacional entre os estudantes de quatro a 24 anos. O IBGE mediu a frequência escolar entre de acordo com as faixas etárias e o nível de educação cursado. Para as crianças de quatro a cinco anos, a taxa de frequência escolar no Piauí foi de 94,59%, sendo a maior entre os estados brasileiros e também superior à média brasileira, de 86,73%.

Para as crianças de seis a 14 anos, a frequência escolar foi de 98,93%, também acima da média observada no país, que foi de 98,26%. Já para os jovens de 15 a 17 anos, a taxa bruta de frequência escolar no Piauí foi de 87,89%, maior que a média brasileira que ficou em 85,25%.

No entanto, ao observar a taxa de frequência escolar para a população acima dos 18 anos, os números caem. O IBGE revela que, no Piauí, a frequência escolar para os estudantes entre 18 e 24 anos foi de 30,11%, ainda se mantendo acima da média brasileira. Mas quando se observa a taxa de frequência escolar para a população de 25 anos ou mais, o índice cai para 5,96%, pouco inferior à média observada no Brasil, que foi de 6,1%.

Entre os anos de 2000 a 2022, as maiores variações de frequência escolar no Piauí foram observadas nas faixas etárias de zero a três anos e de quatro a cinco anos de idade. Entre a população de zero a três anos, a taxa de crianças que frequentavam creche saltou de 9,8% em 2000 para 27,3% em 2022. A elevação foi de 178,5%. Já para as crianças de quatro a cinco anos, a taxa bruta de frequência escolar saltou de 60,4% em 2000 para 94,5% em 2022. O crescimento foi de 56,45% na proporção no período.

Para as crianças e adolescentes de seis a 14 anos, a taxa bruta de frequência escolar passou de 92,4% em 2000 para 98,9% em 2022. A elevação foi de 7,03%. Por sua vez, para os jovens de 15 a 17 anos, a frequência escolar passou de 76,3% em 2000 para 87,8% em 2022, um crescimento de 15%.

Mas mesmo com a proporção de frequência escolar aumentando nestas faixas etárias, houve um decréscimo quando se observou os dados referentes aos estudantes de 18 a 24 anos. A taxa bruta de frequência escolar para esta população caiu de 34,6% em 2000 para 30,01% em 2022, uma queda de 13% no período.

Quase metade da população piauiense a partir de 25 anos não tem instrução

À medida que se avança na faixa etária, diminui o nível de instrução no Piauí. Foi isso o que apontou o Censo 2022 do IBGE na temática Educação. Naquele ano, 49,1% das pessoas de 25 anos ou mais no Estado não tinham instrução ou tinham apenas o nível fundamental incompleto. Isso equivale a 1 milhão de pessoas e é o maior indicador entre todos os Estados brasileiros.

No Brasil, esse indicador foi de 35,2% ou 13,9 pontos percentuais abaixo do registrado no Piauí. Na sequência do estado piauiense neste ranking aparecem os estados de Alagoas e Paraíba com as maiores taxas de não-instrução entre as pessoas de 25 anos ou mais. Na outra ponta da tabela aparecem os estados do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, com os maiores indicadores de instrução nesta faixa etária no país.

No Piauí, 24,6% da população de 25 anos ou mais tinha nível médio completo e superior incompleto; 13,9% tinha nível superior completo de ensino e 12,5% tinha nível fundamental completo e médio incompleto. No Brasil, 32,3% da população de 25 anos ou mais de idade tinha nível médio completo e superior incompleto de ensino; 18,4% daquela população tinha nível superior completo e 14% tinha nível fundamental completo e médio incompleto.

A maior proporção de pessoas sem instrução no Piauí são homens com 25 anos ou mais. Eles correspondem a cerca de 539 mil pessoas, o que equivale a 54,38% do total de homens nesta faixa etária. Já a população feminina, com cerca de 447 mil pessoas, representa 44,16% do total de mulheres desta faixa etária que não possuem instrução.

Com informações do IBGE

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