As investigações apontam que o advogado preso na tarde desta quinta-feira (11), em Picos, atuava em um esquema envolvendo fraude e apropriação indébita, com a participação de intermediários que captavam vítimas, principalmente aposentados e pensionistas de baixa renda que já haviam contratado empréstimos anteriormente.
Segundo apurado, as vítimas eram abordadas e informadas de que o advogado estaria entrando com ação judicial para reaver valores cobrados a mais em juros. Era dito que ele resolveria o caso rapidamente, cobrando 50% do que fosse restituído. Convencidas, as pessoas eram levadas até o escritório do advogado, onde ele realizava selfies e fotos alegando ser procedimento para o processo judicial, mas que na verdade serviam para autorizar novos empréstimos em nome das vítimas.
Alguns dias depois, as vítimas eram chamadas novamente ao escritório e entregavam cartões e senhas, que eram utilizados pelo advogado para sacar ou transferir o dinheiro. Os valores dos empréstimos obtidos de forma ilícita variavam de R$ 1.388,31 a R$ 42.268,64, totalizando, nos doze inquéritos em andamento, cerca de R$ 235.761,77.
Também foi apreendido, com autorização judicial, o celular do advogado, como parte das investigações. As informações foram cedidas pelo delegado da Depatri, Jônatas Brasil.
A investigação ainda apura o possível envolvimento de terceiros na captação das vítimas ou na facilitação dos empréstimos fraudulentos. O advogado segue detido na Central de Flagrantes, onde foi ouvido e aguarda audiência de custódia.

