27 C
Jacobina do Piauí
4 de junho de 2026
Cidades em Foco
GeralInternacional

Piloto preso utilizou RGs falsos para levar crianças a motéis, diz delegada

© Polícia Civil-SP

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso nesta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual infantil. Segundo a investigação, ele abusava de meninas de cerca de 8 anos em motéis, utilizando documentos de identidade falsos. Ao menos dez vítimas já foram identificadas.

Preso durante a operação Apertem os Cintos, o piloto vinha sendo investigado há três meses, de acordo com a delegada Ivalda Aleixo. “Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, explicou a delegada.

Ainda segundo as investigações, os estupros eram cometidos em motéis e as vítimas utilizavam RGs falsos, de adultos. “Os RGs não eram delas”, explicou a delegada. “Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”.

Além de Sérgio, foram presas a mãe e a avó envolvidas. Para ter acesso às vítimas, o homem entrava em contato com as mães, afirmando que gostava de crianças. O criminoso realizava pagamentos de R$ 30, R$ 50 e R$ 100 após receber fotos e vídeos de suas futuras vítimas. Além dos pagamentos, ele comprava medicamentos, pagava aluguel e chegou a comprar um aparelho de TV.

“Ele [piloto] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material”, revelou a delegada.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

Fonte: O Dia

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais