25 de junho de 2026
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EconomiaGeralGervásio de Oliveira

Piauienses têm aumento de 27% no uso do FGTS para financiamento imobiliário

Minha Casa, Minha Vida - Foto: Ilustrativa

Os financiamentos ligados ao crédito imobiliário voltado às famílias têm passado por um período de expansão no Piauí. Segundo o Boletim Analítico de Conjuntura Econômica do 3º trimestre de 2025 da Secretaria de Planejamento, houve um aumento no uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de imóveis no estado.

O FGTS aumentou 27,16% no 3º trimestre (de R$ 224,83 milhões para R$ 285,90 milhões). O crédito livre, que é uma modalidade que engloba financiamentos imobiliários não direcionados, em que os bancos têm maior flexibilidade para definir condições, subiu de 23,21%, indo de R$ 23,93 milhões para R$ 29,48 milhões.

Já a modalidade Home Equity, que garante crédito onde o proprietário oferece seu imóvel como garantia para conseguir o dinheiro com juros mais baixos, teve um crescimento expressivo no período, de 74,98%, indo de R$ 5,38 milhões para R$ 9,41 milhões.

O crédito comercial, que corresponde a operações contratadas diretamente em condições de mercado, sem vinculação a programas habitacionais ou fundos específicos, sofreu uma retração de -79,31% e recuo do Sistema Financeiro da Habitação em -14,65%. Para pessoa jurídica, a queda foi significativa (-57,52%, de R$ 41,77 milhões para R$ 17,74 milhões), mostrando que o dinamismo estadual se concentrou nas famílias.

Os resultados do Piauí acompanharam a expansão no Brasil, que entre o 3º trimestre de 2024 e o 3º trimestre de 2025 apresentou uma recomposição do crédito imobiliário com mudança de perfil, com o crédito livre para pessoa física tendo um aumento de 74,90%, de R$ 8,68 bilhões para R$ 15,18 bilhões, e do FGTS em 18,00%, indo de R$ 26,00 bilhões para R$ 30,68 bilhões.

As modalidades Comercial (-23,58%) e para Pessoa Jurídica (-27,28%) também tiveram queda, assim como no Piauí. No Nordeste, esse cenário semelhante de crescimento fez com que o crédito livre para pessoa física praticamente dobrasse (+92,05%, de R$ 675,0 milhões para R$ 1,30 bilhão) e o FGTS crescesse 33,06% (de R$ 4,61 bilhões para R$ 6,13 bilhões).

A inadimplência no setor no Piauí teve redução no FGTS de 3,36% para 2,88% e no Home Equity de 3,24% para 2,31%. Porém, no crédito livre, houve um aumento de inadimplentes, que passou de 0,62% para 1,32%, e no SFH subiu levemente de 1,30% para 1,50%.

Fonte: O Dia

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