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4 de junho de 2026
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Piauienses estão alugando mais e comprando menos imóveis, aponta IBGE

Imóveis do Minha Casa Minha Vida Rural - Foto: Governo Federal

Os piauienses estão recorrendo mais ao aluguel e menos à compra de imóveis, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em 2025. O levantamento mostra que a proporção de casas próprias caiu no estado, enquanto cresceu o número de domicílios alugados, indicando mudança no perfil de moradia da população.

A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (17) reflete uma tendência de maior presença do aluguel, mesmo com o estado ainda liderando esse indicador no país. De acordo com os dados, 78,9% dos domicílios piauienses eram próprios em 2025, o que representa uma queda de 4,1 pontos percentuais em relação a 2016, quando esse índice era de 83%.

Conforme os dados, a redução nos números ocorreu principalmente entre os imóveis ainda em processo de pagamento, que passaram de 6,8% para 2,9% no período.

Apesar da diminuição, o Piauí segue entre os estados com maior proporção de imóveis próprios do Brasil, ocupando a segunda posição em 2025, atrás apenas do Maranhão. No país, a média nacional é de 67%, o que mantém o estado acima do índice geral.

Simultaneamente, o número de domicílios alugados cresceu. Em 2025, 11,7% das residências no Piauí eram alugadas, em comparação a 8,2% em 2016. O aumento de 3,5 pontos percentuais indica uma mudança gradual no acesso à moradia, com mais famílias recorrendo ao aluguel.

Mesmo com essa alta, o estado ainda representa o menor percentual de imóveis alugados do país. Em comparação, unidades da federação como Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso registram índices significativamente mais elevados, com mais de um quatro das residências nessa condição.

Outro dado observado é o crescimento discreto de imóveis cedidos, que passaram de 8,7% para 9,3%, dentro do período analisado. Já as outras formas de ocupação permaneceram com números estáveis, com participação residual de 0,1%.

A redução na proporção de imóveis próprios pode estar relacionada a fatores como dificuldades de financiamento, aumento de custos e mudanças no mercado imobiliário. A queda mais acentuada entre os imóveis ainda sendo pagas sugere um possível recuo na aquisição de novas propriedades por meio de crédito.

Em Teresina, o cenário do aluguel ajuda a explicar parte desse movimento. Dados recentes do Índice FipeZAP de Locação indicam que o preço médio do aluguel na capital chegou a R$ 29,65 por metro quadrado em março de 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, houve alta de 16,51%, mostrando que, apesar de uma leve desaceleração recente, os valores continuam elevados na comparação anual.

O levantamento também aponta que, apenas no mês de março, houve um aumento de 0,47% nos preços, enquanto no acumulado de 2026 há leve queda de 0,12%. Ainda assim, o patamar atual segue sendo considerado alto, o que pode impactar diretamente o orçamento das famílias que dependem do aluguel.

Além das mudanças no perfil de moradia, os dados também mostram crescimento populacional na capital. A estimativa indica que Teresina passou de 846 mil habitantes em 2012 para cerca de 906 mil em 2025, um aumento de 7,09% no período.

Os dados integram um panorama mais amplo sobre condições de moradia no estado e refletem transformações no acesso à habitação, no comportamento das famílias e nas dinâmicas do mercado imobiliário local.

Com edição de Ithyara Borges. / O Dia

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