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5 de junho de 2026
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Golpe do SIM Swap: PF investiga fraudes bancárias por troca de chip no Piauí

Reprodução/PF

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta sexta-feira (17), em Teresina, durante a Operação Caronte II, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de fraudes bancárias que utiliza a troca indevida de chips telefônicos para acessar contas de vítimas.

Segundo as investigações, o grupo suspeito atuava por meio do chamado golpe do SIM Swap, uma prática que permite aos criminosos assumir o controle do número do telefone da vítima. Dessa forma, era possível acessar códigos de verificação enviados por bancos e invadir contas, realizando transferências e outras operações financeiras.

O mandado foi expedido pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí e faz parte de um inquérito que apura também a falsificação de documentos e o uso indevido de dados pessoais. De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria causado prejuízos tanto a uma instituição financeira pública quanto a clientes.

As apurações indicam que os investigados utilizavam documentos falsos e informações pessoais para solicitar a portabilidade de números telefônicos. A partir desse acesso, conseguiam redefinir senhas e entrar em aplicativos bancários das vítimas.

Em alguns casos, segundo a investigação, os dados utilizados pertenciam até mesmo a pessoas já falecidas, o que ampliava as possibilidades de fraude e dificultava a identificação imediata das irregularidades.

Em alguns casos, segundo a investigação, os dados utilizados pertenciam até mesmo a pessoas já falecidas, o que ampliava as possibilidades de fraude e dificultava a identificação imediata das irregularidades.

O golpe do SIM Swap é considerado uma modalidade de fraude eletrônica que tem se tornado mais frequente com a ampliação dos serviços digitais. A prática depende, principalmente, da obtenção prévia de dados pessoais da vítima, que podem ser usados para enganar operadoras de telefonia e autorizar a transferência do número.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, fraude eletrônica, falsificação e uso de documento falso. As penas variam conforme a participação de cada envolvido e o volume de prejuízos causados.

A Polícia Federal não informou quantas pessoas são alvo direto da investigação nem detalhou o material apreendido durante a operação. O caso segue em apuração.

Fonte: O Dia

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