A piauiense Leticia Andrade relatou ao g1 como foi a rotina ao longo desta semana com a chegada da fumaça dos incêndios que assolam o Canadá aos EUA. Ela é aluna de PhD na Universidade de Buffalo, cidade separada do Canadá apenas por um rio, e contou que começou a sentir os impactos desde o domingo passado (4).
“O motivo que a gente sentiu isso muito rápido é que a cidade onde estou faz fronteira com o Canadá, não necessariamente na região onde está tendo incêndios, mas é muito próximo (do país), então aqui foi um dos primeiros lugares a chegar”, disse Leticia.
“A gente começou a sentir a diferença porque o ar foi ficando turvo e o sol estava em uma cor diferente. Não sei explicar, é como se a iluminação estivesse mais amarelada. Foi ficando muito estranho e dava uma sensação estranha ao respirar”, completou.
A estudante disse que a universidade mandou e-mail para os alunos orientando que eles evitassem atividades fora de casa e para que eles só saíssem se realmente precisassem.
‘Não respirar o ar de fora’
“Disseram para evitar também abrir janelas, ficar com muita circulação de ar dentro de casa, para não respirar o ar de fora”, contou a piauiense.
Letícia disse que foi sentindo a qualidade do ar pior deste o último domingo (4). “De domingo para segunda e terça a gente notava que estava ficando mais espesso e amarelado. A luz do sol também estava ficando muito estranha, mais amarelada”, relatou.
Segundo a jovem, uma das recomendações repassadas à população é que pessoas do grupo de risco não saiam de casa a não ser em caso de emergência médica e para quem não é considerado de risco a orientação é usar máscara N95.
Satélite mostra avanço pelo mundo
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‘Recomendamos que todos os nova-iorquinos limitem as atividades ao ar livre o máximo possível’, alertou o prefeito Eric Adams. — Foto: Getty Images via BBC
Imagens registradas pelo satélite europeu Copernicus registraram o início e o avanço dos resíduos provenientes das queimadas no Canadá. Os focos de incêndios florestais descontrolados tiveram consequências para além do Canadá.
Uma nuvem de fumaça atingiu Nova York e chegou até a Noruega. Os incêndios florestais produzem diversos gases, principalmente o Monóxido de Carbono (CO) que ficam dispersos pela atmosfera.
Fonte: G1-PI

