Pela primeira vez na história, um longa-metragem brasileiro vai ganhar um Grand Prix da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci), que conta com membros de 75 países. E o escolhido foi o multi-premiado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que estará presente na cerimônia de premiação marcada para o dia 19 de setembro, durante o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha.
Com este prêmio, o filme estrelado por Fernanda Torres acumula 61 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Oscar de Melhor Filme Internacional; o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama (Fernanda Torres); seis prêmios do júri popular nos festivais de Rotterdam; Vancouver; Mill Valley e Philadelphia Film Festival, nos Estados Unidos; Pessac, na França e na Mostra Internacional de Cinema de S. Paulo e 13 prêmios Grande Otelo, concedidos pela Academia Brasileira de Cinema. O longa foi selecionado para mais de 50 festivais pelo Brasil e pelo mundo.
Baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme se passa no Rio de Janeiro, durante o período da ditadura militar. A trama acompanha Eunice, interpretada por Fernanda Torres, em sua busca pelo marido, Rubens Paiva, que desaparece após ser levado por militares para um interrogatório. Enquanto procura respostas, ela precisa reconstruir a vida ao lado dos filhos e enfrentar as incertezas deixadas pela ausência do companheiro.
O longa tem Fernanda Torres e Selton Mello nos papéis principais e conta com a participação especial de Fernanda Montenegro. O filme marca a terceira parceria entre Walter Salles e Fernanda Torres, que já trabalharam juntos em “Terra Estrangeira” (1995) e “O Primeiro Dia” (1998). Fernanda Montenegro também reencontra o diretor após sua atuação em “Central do Brasil” (1998), filme que lhe garantiu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel de Dora.
Por Estadão Conteúdo

