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5 de junho de 2026
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Comissão de Inquérito do INSS aprova pedido de prisão de 21 investigados por fraude

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, na última segunda-feira (1°), com 26 votos a favor e nenhum contrário, requerimento em que pede ao Supremo Tribunal (STF) a decretação da prisão preventiva de 21 pessoas denunciadas por envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas. A aprovação aconteceu durante reunião da CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre as pessoas listadas no requerimento estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, lobista; Alessandro Stefanutto, ex-presidente do órgão; Maurício Camisotti, empresário controlador de associações investigadas; André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS; Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral e Vanderlei Barbosa dos Santos, ex-diretor da instituição.

O presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que todos os listados já constam nas investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). O ministro André Mendonça, do STF, deverá decidir sobre o pedido de prisão preventiva.

“A Polícia Federal tem nomes, a Polícia Federal tem os meios, tem [informações de] como todo o dinheiro foi retirado das contas dos aposentados, e nós não temos ninguém preso até hoje. Nós não temos um bloqueio de bens até o momento. Isso é de uma impunidade vergonhosa no Brasil”, afirmou Carlos Viana.

A ideia da prisão preventiva partiu do relator da CPMI, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), durante o depoimento do advogado Eli Cohen nesta segunda-feira (1º). De acordo com o requerimento, as prisões são necessárias “por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.

O advogado Eli Cohen respondeu a questionamentos de deputados e senadores por mais de oito horas. Participaram da reunião os senadores Izalci Lucas (PL-DF), Leila Barros (PDT-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Jorge Seif (PL-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) e os deputados Delegado Fabio Costa (PP-AL), Coronel Fernanda (PL-MT), Beto Pereira (PSDB-MS) e Mário Heringer (PDT-MG), entre outros.

O senador Jorge Seif destacou que a Polícia Federal apontou nomes “de senadores e deputados que recebiam mesadas das instituições que roubaram os aposentados”. Ele protocolou requerimento na comissão pedindo que a PF revele esses nomes.

Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS) questionaram a força do depoimento do advogado por não ter apresentado provas das denúncias e acusações que apresentou.

Cohen afirmou ainda em seu depoimento que esquema criminoso similar ocorre em relação aos empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. Segundo ele, bancos estariam envolvidos nessas supostas fraudes, como Banco BMG, Banco Master e Picpay.

Confira a lista completa a ser encaminhada ao STF:

1. André Paulo Fidelis;

2. Eric Douglas Fidelis;

3. Cecília Rodrigues Mota;

4. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;

5. Thaisa Hoffmann Jonasson;

6. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira;

7. Alexandre Guimarães;

8. Antônio Carlos Camilo Antunes;

9. Rubens Oliveira Costa;

10. Romeu Carvalho Antunes;

11. Domingos Sávio de Castro;

12. Milton Salvador de Almeida Junior;

13. Adelinon Rodrigues Junior;

14. Alessandro Antônio Stefanutto;

15. Geovani Batista Spiecker;

16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida;

17. Vanderlei Barbosa dos Santos;

18. Jucimar Fonseca da Silva;

19. Philipe Roters Coutinho;

20. Maurício Camissotti;

21. Márcio Alaor de Araújo.

Com informações da Agência Senado.

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