Foi adiada para o dia 3 de julho a audiência de instrução e julgamento dos sete acusados pelo latrocínio do empresário Rafael Soares de Sousa, ocorrido em setembro de 2022, no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina.
A audiência estava marcada para a manhã desta quarta-feira (18) e chegou a ser iniciada, mas foi suspensa após a defesa questionar a ausência de uma testemunha. A primeira, agendada para 26 de novembro de 2024, já havia sido cancelada devido à dificuldade da Justiça do Piauí em localizar alguns réus e testemunhas.
Segundo o advogado Haroldo Vasconcelos, que representa a família da vítima, a suspensão ocorreu porque não havia confirmação de que a testemunha de defesa havia sido intimada.
“Como o juiz não conseguiu confirmar a intimação, a audiência foi suspensa e remarcada para o dia 3 de julho, para que a testemunha possa ser ouvida”, afirmou o advogado.
Ainda segundo o advogado, as testemunhas de acusação foram ouvidas normalmente nesta quarta-feira.
“Todas as testemunhas de acusação prestaram depoimento. A oitiva das testemunhas de defesa chegou a começar, mas como uma delas não compareceu e não havia comprovação da intimação, o restante foi adiado. No dia 3, a audiência será retomada com as demais testemunhas de defesa e, em seguida, o interrogatório dos réus”, disse o advogado.
O advogado também declarou que a expectativa da família é pela condenação dos sete acusados.
“O inquérito foi bem conduzido, com provas consistentes nos autos. Cada um dos acusados teve participação no crime — um disparou, outro acompanhou, um foi responsável pela venda do veículo, outro organizou a ação. Está tudo documentado, então confiamos que todos serão condenados”, concluiu.
Relembre o caso
Rafael Soares, trabalhava na venda de gado, tornou-se alvo dos criminosos, segundo a investigação. O empresário foi abordado em 26 de setembro de 2022, no bairro Lourival Parente, onde morava, por homens que estavam em um carro, aguardando supostamente o momento em que ele saísse de casa.
Quando Rafael tentou entrar em seu veículo, foi surpreendido, correu para escapar, mas acabou alvejado com disparos de arma de fogo. Segundo a família, os bandidos levaram uma mochila que ele normalmente usava para transportar valores.
A investigação revelou que o objetivo dos criminosos era roubar o carro da vítima, além de um caminhão usado para transporte de gado e o dinheiro obtido com a venda dos animais.
Em fevereiro deste ano, o juiz de Direito da Vara de Delitos de Organização Criminosa, João Manoel de Moura Ayres, determinou a soltura de Iasmin Soares, Maycon Araújo e Edmundo Victor, acusados de participação no crime. Na época, a família de Rafael, apontou uma lentidão no judiciário.
Fonte: CidadeVerde

