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4 de junho de 2026
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Seca atinge 100% do Piauí e número de municípios em situação grave aumenta

Seca em barragem no Piauí — Foto: Prefeitura de Simões

100% do território piauiense está atualmente sob condição de seca, é o que aponta o Monitor de Secas, elaborado mensalmente pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), que apresentou uma piora significativa nos indicativos no mês de junho.

Do total, cerca de 1,6% apresenta seca fraca (S0), 53,7% seca moderada (S1) e 44,7% seca grave (S2). Apenas 10 municípios estão em situação de seca fraca. Já as áreas de seca moderada passaram a atingir 126 municípios em junho.

Os municípios afetados pela seca grave permaneceram estáveis, atingindo 134 municípios piauienses. Em comparação com o mesmo período de 2024, a situação era mais amena, 92 municípios estavam sob seca fraca e apenas 16 em seca moderada.

Com o avanço da estiagem no estado, a Semarh acredita que a tendência é de agravamento dos indicadores nos próximos meses, e afirma que o monitoramento das áreas está sendo feito em parceria com outros órgãos estaduais.

O ministro Wellington Dias anunciou nesta terça-feira (22), durante o programa ‘Bom Dia Ministro’, a expansão de tecnologias sociais para ampliar o acesso à água e fortalecer a convivência com o semiárido, com a previsão da instalação de 56 mil sistemas voltados à captação, armazenamento e tratamento de água em toda a região Nordeste.

“Nós estamos trabalhando um modelo que é um sistema de tecnologia social, que faz a captação dos córregos ou de poço tubular, e a partir dali, faz o tratamento da água para garantir o consumo das famílias. Já implementamos sete mil sistemas desse modelo de tecnologia social na Amazônia e aproximadamente 56 mil estão previstos para a região nordeste”, afirmou Wellington Dias.

Segundo o ministro, existem obras estruturantes a serem realizadas no Piauí, como a implantação de adutoras nas regiões de Jaicós e Jacobina, além de incentivos à construção de cisternas e sistemas de coleta de água da chuva.

“É possível perfurar poços, instalar adutoras e garantir que as famílias tenham cisternas para captar a água quando chove. E mesmo quando não chove, é possível usar o sistema de irrigação com o que foi armazenado”, afirmou.

De acordo com Wellington Dias, o Governo Federal tem trabalhado em duas frentes, sendo a primeira de ajuda humanitária imediata, com distribuição de cestas básicas e transferência de renda para famílias que perderam suas lavouras, e a segunda com investimentos permanentes, como adutoras, cisternas e sistemas de irrigação.

Com informações da Semarh

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