Após dias de alerta e mobilização de órgãos estaduais, a situação da barragem Barra do Campestre, no município de Coronel José Dias, segue sendo monitorada pelas autoridades. Nos últimos dias, a estrutura entrou em estado de alerta após fortes chuvas elevarem o nível do reservatório e provocarem danos na parede de contenção, o que levou à emissão de alertas de risco e à retirada preventiva de famílias que vivem no entorno da barragem.
Diante do cenário, o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Felipe Eulálio, afirmou que, apesar da previsão de redução das chuvas, o risco de rompimento ainda é considerado alto. Segundo ele, equipes do órgão estão auxiliando o município na realização de reparos emergenciais na estrutura.
“O risco ainda é alto, porque a parede da barragem está bastante comprometida. Por isso fizemos a remoção da população. Esperamos que não ocorra o rompimento. Existe uma previsão de que não haja chuva nos próximos três dias. Estamos trabalhando dentro dessa janela de tempo, correndo contra o relógio, para reduzir o nível da barragem e garantir mais segurança, evitando que algo mais grave aconteça”, disse.
Paralelamente às intervenções na estrutura da barragem, o Idepi também tem auxiliado na retirada de famílias que moram nas proximidades do local e que estão em área considerada de risco.
“Foram identificadas 18 propriedades, nem todas com pessoas residentes, mas 12 tinham moradores. Junto com a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a Polícia, fomos conscientizar essas pessoas para que deixassem os locais de risco e se deslocassem para áreas mais seguras”, explicou o gestor.
Monitoramento de barragens no estado
Felipe Eulálio também destacou que o Idepi mantém monitoramento permanente das barragens sob responsabilidade do órgão em todo o estado, com inspeções periódicas e ações de manutenção preventiva.
Segundo ele, muitas dessas estruturas possuem mais de 30 anos de construção, o que exige cuidados constantes, como retirada de vegetação e recuperação de sistemas de drenagem para evitar processos de erosão.
“Algumas dessas barragens têm mais de 30 anos de construção, então é necessário fazer manutenção, como retirada de vegetação e recomposição de sarjetas para drenagem da água, evitando erosões. Esse trabalho já foi realizado em sete barragens em 2025 e já estamos executando outras oito. A empresa responsável já está trabalhando para garantir a segurança das estruturas do Idepi”, afirmou.

