Uma nova iniciativa educacional está oferecendo capacitação gratuita em audiovisual para pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo alunos da rede pública e ex-dependentes químicos. O projeto, promovido pela Fundação Octávio Miranda, teve início nesta segunda-feira (27) e combina teoria e prática para ensinar competências como edição e captação de som.
Além de preparar os participantes para o mercado de trabalho em mídias tradicionais, o curso visa fornecer ferramentas para o empreendedorismo pessoal e o uso profissional da produção e gravação de áudio. A proposta destaca-se por promover a inclusão social ao transformar o conhecimento técnico em uma oportunidade de geração de renda e melhoria de vida.
“Esse curso é muito oportuno para quem quer ter a oportunidade de ter uma qualificação profissional e quem sabe ser contratado por alguma televisão, alguma rádio, algum jornal. E também vai servir até para eles poderem usar melhor o seu Instagram, Whatsapp, e fazer outros vídeos através apenas do seu celular”, afirma o padre João Paulo, coordenador da Pastoral do Povo de Rua e Pastoral Carceraria.
O projeto é fomentado reúne aulas teóricas e práticas de produção audiovisual. A primeira turma é formada por estudantes da rede pública de ensino, que aprendem sobre captação de imagens, áudio, produção e edição de conteúdo. A estudante Isabelly Geovana destaca que o curso vai auxiliar no currículo e na aplicação em outras áreas de negócio, como a estética.
“Eu acho bastante importante porque, mesmo a pessoa não querendo seguir a carreira de marketing digital, pode auxiliar. Por exemplo, eu quero ter uma clínica de estética, e para divulgar a minha clínica, vou poder eu mesma fazer o marketing dela. Vai ajudar a me aprofundar mais nos conhecimentos, além da questão do currículo. Também acho importante eles ofertarem de graça, porque é uma oportunidade boa para as pessoas que não têm condição de pagar”, avalia.
Além de ensinar técnicas do audiovisual, a iniciativa busca preencher lacunas de oportunidade e expandir as perspectivas profissionais dos beneficiados. É o que explica o professor Elionardo Fernandes.
“Se eles entenderem como que o som funciona eles vão ser inseridos tanto na parte de mídia, na parte de áudio, de mesa de som, de sonorização, como também, por exemplo, vai trabalhar numa vidraçaria. Será que eu posso falar de som para um vidraceiro? Sim, ele precisa entender que uma fresta, um pequeno buraco, vai passar som e ele pode resolver esse problema pro cliente dele dormir melhor, por exemplo”, explica o professor.
Após a capacitação dos estudantes, o mesmo conteúdo será oferecido a ex-dependentes químicos. O projeto também garante apoio logístico, como a oferta de lanches, para facilitar a participação dos alunos. A expectativa é que a ação contribua para a inclusão social e profissional dos participantes, abrindo novas perspectivas por meio da capacitação em audiovisual.
Fonte: O Dia

