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4 de junho de 2026
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Piauí investiga quarto caso suspeito de intoxicação por metanol; três são no litoral

Foto: Ascom

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) confirmou, na manhã desta quarta-feira (8), a investigação de um quarto caso suspeito de intoxicação por metanol no Piauí. O novo paciente é o terceiro registro em Parnaíba, no litoral do estado, e teria passado mal após ingerir bebida alcoólica adulterada.

De acordo com informações obtidas pelo Cidadeverde.com, o homem, com mais de 40 anos, deu entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) na noite da última segunda-feira (6), apresentando dores abdominais, vômitos e visão turva. Ele ficou em observação, recebeu alta na madrugada de terça (7) e segue sendo acompanhado em casa.

Com o novo registro, o Piauí soma três casos suspeitos em Parnaíba e um em Teresina. Nenhum caso foi confirmado até o momento, os materiais coletados seguem sob análise da Polícia Científica do Piauí. A Sesapi informou que as circunstâncias das intoxicações estão sendo apuradas pela Polícia Civil, em parceria com as autoridades de saúde, que monitoram a situação e seguem os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde.

Os principais sintomas de intoxicação por metanol incluem embriaguez persistente, náuseas, vômitos, dor abdominal, dor de cabeça intensa, confusão mental e alterações visuais.

O Ministério da Saúde atualizou, na segunda-feira (6), o cenário nacional da crise causada por bebidas adulteradas. O Brasil contabiliza 217 notificações de intoxicação por metanol, sendo 17 confirmadas e 200 ainda em investigação.

O estado de São Paulo concentra 82% das notificações, com 15 casos confirmados e 164 em análise. O Paranátambém confirmou dois casos. Outros 12 estados — entre eles o Piauí — possuem registros suspeitos sob investigação.

Até o momento, dois óbitos foram confirmados em São Paulo e 12 seguem em análise em diferentes estados, incluindo Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo informou que os exames realizados apontam que o metanol foi adicionado intencionalmente às bebidas, e não é resultado de destilação natural.

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