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4 de junho de 2026
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Novo mecanismo de devolução do Pix não evitará novos golpes

A nova regra do Banco Central muda a forma como lidamos com fraudes no Pix.  A novidade promete mais agilidade para recuperar o dinheiro de vítimas de golpes, mas a pergunta que muitos se fazem é: isso vai realmente diminuir o número de crimes?

Até agora, a recuperação de valores era muito difícil. Se um golpista recebesse um Pix e transferisse o dinheiro rapidamente para outras contas, o valor simplesmente desaparecia do radar dos bancos. A vítima ficava no prejuízo na maioria das vezes.

O que muda é que, agora, o sistema do Banco Central consegue rastrear o caminho completo desse dinheiro. Mesmo que o valor seja dividido e enviado para várias contas diferentes, os bancos conseguirão identificar e bloquear esses recursos. A partir da contestação da vítima, que pode ser feita diretamente no aplicativo do banco, as instituições financeiras terão até 11 dias para efetuar a devolução.

É uma mudança importante porque, segundo o próprio Banco Central, a medida deve não só aumentar a devolução de valores, mas também ajudar a identificar e bloquear contas laranjas, impedindo que sejam usadas em novos crimes.

Agora, o novo mecanismo não evita novos golpes mas o torna menos atrativo. A lógica é simples: se o criminoso sabe que a chance de o dinheiro ser recuperado aumentou, o risco da operação se torna maior para ele. Portanto, a medida funciona mais como um desestímulo.

É uma ação reativa, focada em resolver o problema depois que ele acontece, mas que tem um efeito preventivo a longo prazo. Ao dificultar o sucesso financeiro do golpe e aumentar a identificação dos fraudadores, a tendência é que esse tipo de crime se torne menos comum.

Vale lembrar que os bancos têm até o dia 2 de fevereiro para tornar essa funcionalidade obrigatória. Até lá, a implementação é opcional. De qualquer forma, a orientação para o consumidor não muda: a melhor forma de evitar o golpe ainda é a prevenção. Sempre desconfie de propostas muito vantajosas e nunca clique em links suspeitos ou compartilhe seus dados.

Por Marcos Sávio  / CidadeVerde

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