Uma jovem trans, de 19 anos, identificada como Bruna, morreu após ser espancada por quatro homens na última semana, no bairro Vila Jerusalém, zona sul da capital. A vítima, que sofreu um traumatismo craniano devido a agressão, estava internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o Conselho Municipal dos Direitos LGBT, o caso só foi informado ao órgão nessa terça-feira (07) e a agressão ocorreu em um ponto de venda de drogas da região. A jovem era usuária de entorpecentes e morava no município de Demerval Lobão, mas devido ao vício, vivia nas ruas da capital.
“Ela morava em Demerval Lobão e tinha uma prima que morava no bairro Morada Nova, mas como era usuária de entorpecentes, vivia mais na rua por conta disso”, explica o presidente do Conselho, Danilo Amorim.
Ainda segundo Danilo Amorim, o Conselho Municipal deve entrar em contato com a Delegacia de Direitos Humanos para saber mais informações sobre o caso, verificar se alguma ocorrência foi registrada na Polícia e buscar materiais que ajude a identificar os suspeitos da agressão.
“O conselho vai estar acompanhando o caso junto a Delegacia dos Direitos Humanos e vamos atrás para ver se tem câmeras de segurança, testemunhas, para que não fique mais um crime impune”, ressalta o presidente.
O cidadeverde.com procurou a Delegacia de Direitos Humanos que informou que ainda não tomou conhecimento do caso. O delegado titular Sebastião Escórcio relatou que devido a morte da vítima, o caso deve ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Crimes contra LGBTs
No mês de julho, o cidadeverde.com relatou o caso de uma travesti que foi amarrada e espancada por duas pessoas dentro de um porta-malas de um veículo. Toda a agressão foi filmada e compartilhada nas redes sociais.
O caso, que ganhou repercussão nacional, causou revolta de orgãos e entidades ligada aos direitos da população LGBT. A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Direitos Humanos (GDH), informou na época que estaria acompanhando a situação.
Fonte: Rebeca Lima / CidadeVerde

