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4 de junho de 2026
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Bancada federal do Piauí reage a condenação de Bolsonaro

Bolsonaro e Ciro Divulgação

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado provocou repercussão imediata entre parlamentares do Piauí.

Deputados da base do governo federal avaliaram a condenação como necessária para a defesa da democracia, enquanto oposicionistas afirmaram ver perseguição política e sinalizaram apoio a uma possível anistia em tramitação no Congresso.

O deputado federal Flávio Nogueira (PT) disse que a condenação é um momento triste para a história do país, mas destacou que a decisão foi correta. “Não é bom para a história do Brasil ter um ex-presidente condenado dessa maneira, mas a lei tem que ser aplicada. Esse julgamento serve de exemplo a outras tentativas de golpe. Lamento, mas foi necessário e foi correto”, declarou.

Já o deputado Júlio Arcoverde (PP), líder da oposição no Piauí, questionou a condução do processo e afirmou que Bolsonaro foi vítima de perseguição. “Não houve julgamento com isenção. Ninguém faz golpe sem arma ou sem apoio das instituições. O que vimos foi depredação praticada por vândalos, mas o Supremo transformou isso em uma ação de golpe. São dois pesos e duas medidas”, afirmou.

Arcoverde ainda defendeu a proposta de anistia e disse que a oposição pode obstruir votações para pressionar pela inclusão do tema na pauta da Câmara. “O país só terá paz quando votarmos a anistia. Eu sou totalmente favorável a uma anistia ampla e irrestrita”, disse.

Entenda

Ontem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu a pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado.

Os ministros Flávio Dino, Carmém Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o relator Alexandre de Moraes na punição que soma 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 124 dias-multa, cada um fixado no valor de dois salários mínimos. O ministro Luiz Fux, que absolveu Bolsonaro de todos os crimes, decidiu não participar da fixação da pena.

O cálculo levou em conta a idade de Bolsonaro (70 anos), que permitiu a redução em alguns delitos, mas também aplicou o agravante de sua condição de líder em uma organização criminosa formada para se manter no poder.

Fonte: CidadeVerde

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