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16 de julho de 2026
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Tentativa de sequestro: Tia de bebê será indiciada após acusar servidora de envolvimento no crime

Foto: Divulgação / SSP

A Polícia Civil do Piauí vai indiciar Daniela Beatriz, tia da recém-nascida que sofreu uma tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDR), pelos crimes de difamação, calúnia e injúria. Segundo a delegada Amanda Bezerra, da 8ª Delegacia Seccional de Teresina, a investigação foi aberta após a mulher apontar uma servidora da maternidade como cúmplice da suspeita envolvida no crime.

A funcionária procurou a polícia para denunciar que teve a imagem divulgada nas redes sociais e passou a ser apontada como cúmplice da tentativa de sequestro da bebê.

“Ela esteve aqui na unidade policial. É funcionária da Maternidade Dona Evangelina Rosa e registrou um boletim de ocorrência em que narra uma série de crimes contra a honra praticados contra ela após o episódio da tentativa de subtração do bebê nas dependências da unidade. Ela informou que imagens dela foram divulgadas, inclusive atribuindo culpa e participação direta nesse fato, o que não aconteceu. Ela é profissional, tentou intervir naquele momento e acabou tendo sua honra colocada em xeque”, explicou a delegada.

Veja mais: 

De acordo com Amanda Bezerra, durante a investigação foram reunidas provas que, segundo a Polícia Civil, demonstram que a servidora foi vítima de crimes contra a honra. A investigada foi ouvida e confirmou ter divulgado o conteúdo nas redes sociais.

“A autora responde por difamação qualificada pelo uso das redes sociais, calúnia qualificada pelo uso das redes sociais e injúria cometida contra servidora pública no exercício da função. O inquérito foi instaurado, a investigação reuniu provas robustas que comprovam que a servidora foi vítima desses crimes. A autora foi ouvida na data de hoje, confirmou que havia de certa forma divulgado e atribuído uma participação que não houve. Nós sabemos que não houve participação de terceiros”, afirmou.

A delegada ressaltou que, mesmo após prestar depoimento, Daniela Beatriz manteve a versão de que a funcionária teria envolvimento no caso. No entanto, segundo ela, nenhuma prova sustenta essa acusação.

“A investigada continua alegando que essa servidora participou dos fatos, quando, na verdade, ela apenas tentou intervir. Ainda que houvesse qualquer suspeita, essa investigação caberia à unidade responsável. Não podemos atribuir a prática de um crime a alguém que sabemos ser inocente ou cuja participação não foi comprovada, porque, ao fazer esse tipo de divulgação, também se comete crime. É preciso responsabilidade ao informar e, principalmente, ao compartilhar esse tipo de conteúdo. A investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) nunca apontou o envolvimento de outra pessoa na prática delitiva”, destacou.

Segundo Amanda Bezerra, o inquérito deve ser concluído e encaminhado à Justiça ainda nesta quinta-feira (16).

“O inquérito policial será finalizado e remetido à Justiça, possivelmente ainda hoje. Ela certamente será indiciada, diante das provas robustas reunidas nos autos. Há indícios suficientes de autoria e materialidade dos fatos. A partir daí, caberá ao Poder Judiciário dar prosseguimento ao caso”, concluiu a delegada.

O caso

técnica de enfermagem Auricelia Rocha foi presa no último dia 8 de julho, suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A mulher trabalhava na maternidade.

A defesa de Auricelia informou que a investigada enfrenta transtornos psicológicos após sofrer abortos recentes e faz uso de medicação controlada.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) apontam que a ação foi planejada e que a suspeita não escolheu a vítima de forma aleatória. De acordo com o delegado Hugo Alcântara, Auricelia teve contato prévio com a família da criança antes da tentativa de subtração, o que reforça a hipótese de premeditação do crime.

Fonte: CidadeVerde

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