O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) negou o pedido da defesa de Eliésio Marinho para suspender o julgamento de um recurso e realizar perícia nos celulares dele e de sua ex-esposa, Kamila Carvalho do Nascimento. Eliésio é acusado de matar Kamila em outubro de 2023, no bairro Aeroporto, na zona Norte de Teresina.
A decisão foi assinada pelo desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, relator do caso. Segundo o magistrado, a realização de novas provas nesta fase processual extrapola os limites da atuação do Tribunal, já que a instância recursal tem caráter revisional e não pode funcionar como órgão de produção originária de provas.
A defesa também pediu a retirada do processo do plenário virtual para que o julgamento ocorresse em sessão presencial, com sustentação oral. O pedido foi igualmente negado. O relator destacou que a legislação permite a apresentação de sustentação oral no ambiente virtual e que não foi demonstrada complexidade suficiente para justificar a mudança de modalidade.
Eliésio já foi pronunciado pela 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina por feminicídio qualificado, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo. Com isso, deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
De acordo com o inquérito policial, o crime ocorreu após Kamila descobrir conversas do companheiro com outras mulheres. Durante uma discussão, Eliésio teria efetuado um disparo de arma de fogo na cabeça da vítima. A investigação aponta que a cena foi presenciada pela filha do casal, que tinha 4 anos na época.
Ainda conforme a denúncia, após o crime, o acusado teria telefonado para o advogado afirmando que a esposa havia tirado a própria vida. Antes da chegada da polícia, ele deixou o local levando a filha do casal. O Ministério Público sustenta que o relacionamento era marcado por conflitos e episódios anteriores de violência doméstica.
Fonte: CidadeVerde

