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4 de junho de 2026
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“É direito da população saber”, diz delegado após orientação do MP sobre redes

Luccy Keiko. - Foto: arquivo Cidadeverde.com

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, afirmou nesta quarta-feira (3) que a corporação irá analisar a recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) sobre o uso de redes sociais por policiais civis. A manifestação ocorre após o órgão recomendar que o delegado do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Charles Pessoa, se abstenha de publicar conteúdos envolvendo presos, custodiados, investigados e operações policiais.

Além das orientações direcionadas a Charles Pessoa, o MPPI também recomendou que a Secretaria de Segurança Pública, a Delegacia-Geral e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil adotem medidas para regulamentar o uso das redes sociais por policiais civis, estabelecendo critérios técnicos, objetivos e impessoais para a divulgação de conteúdos relacionados à atividade policial.

Ao comentar o assunto, Luccy Keiko afirmou que a Polícia Civil já possui normas internas que disciplinam a divulgação de imagens e a atuação dos servidores nas redes sociais, mas informou que a recomendação será analisada pela instituição.

“Já temos regulamentação na Delegacia-Geral vedando várias condutas. Vou verificar, junto com a minha assessoria, a recomendação do Ministério Público para saber se há algum conflito com o nosso ato normativo. Se for o caso, vamos conversar com os próprios promotores. Nossa relação institucional é muito boa. Vejo isso com normalidade, porque o Ministério Público está exercendo a função dele de controle”, declarou.

O delegado-geral ressaltou que a Polícia Civil pretende seguir a legislação e evitar excessos, sem deixar de prestar informações à sociedade sobre as ações de segurança pública.

“Queremos realmente seguir a lei para que não haja nenhum abuso de autoridade e, ao mesmo tempo, manter a sociedade informada das ações policiais. É um direito da população saber o que está acontecendo, mas de forma que a lei seja respeitada“, afirmou.

Lucy Keiko acrescentou que a discussão sobre os limites da divulgação de imagens e informações deve alcançar toda a corporação.

“Isso serve para toda a Polícia Civil e para todos os profissionais de segurança. Existem situações em que há interesse público evidente na divulgação, mas também há condutas que a legislação proíbe. Vamos estudar a recomendação e, se necessário, aperfeiçoar a regulamentação já existente”, concluiu.

Fonte: CidadeVerde

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