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5 de junho de 2026
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UFPI vai implantar primeiro Centro de Referência Paralímpica do Piauí

Foto: Site UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) assinou, nesta sexta-feira (9), o protocolo de intenções para implantação do primeiro Centro de Referência Paralímpica do estado. A iniciativa reúne a universidade, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid).

A assinatura ocorreu no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina, e marca o início do processo de criação de um espaço voltado ao incentivo da prática esportiva para pessoas com deficiência, formação de atletas paralímpicos e oferta de acompanhamento multidisciplinar.

O centro deverá atuar nas áreas de Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Medicina do Esporte, além de desenvolver ações voltadas à inclusão social, formação profissional, pesquisa científica e inovação tecnológica no paradesporto.

Piauí era o único estado sem centro paralímpico

Durante o evento, o coordenador do programa Inspiração Paralímpica, Antônio José Ferreira, destacou que o Piauí era o único estado brasileiro que ainda não possuía um Centro de Referência Paralímpica.

“Quando eu cheguei no Comitê Paralímpico Brasileiro, fiquei sabendo que o estado do Piauí era o único estado da federação que não tinha um centro de referência paralímpico. A partir daí, nós chegamos nesse momento, que é o protocolo de intenção, para que o Piauí saia do mapa da inexistência de centro de referência paralímpico”, afirmou.

Segundo o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, José Antônio Freire, atualmente existem 105 centros de referência espalhados pelo país, atendendo quase 10 mil crianças e adolescentes.

“O que é mais transformador é fazer do esporte o maior veículo de inclusão. O esporte é saúde, é vida”, destacou.

Ele também defendeu a ampliação do acesso ao esporte desde a infância para pessoas com deficiência.

“Hoje, a gente quer mudar esse cenário, quer colocar a educação física nas escolas para que as nossas crianças com deficiência, logo cedo, comecem a prática do esporte como qualquer outra criança”, disse.

Projeto envolverá ensino, pesquisa e extensão

A reitora da UFPI, Nadir Nogueira, afirmou que o novo centro representa um avanço nas políticas de inclusão e acessibilidade da universidade e destacou o potencial da instituição para se tornar referência no setor.

“O setor de esportes é um espaço privilegiado que pode ser transformado em um grande centro de referência para o estado do Piauí”, afirmou.

A gestora também ressaltou a necessidade de qualificação profissional para ampliar a inclusão de pessoas com deficiência no ambiente esportivo.

“A universidade forma bacharéis e licenciados em educação física, mas é preciso que a gente qualifique melhor os nossos professores para que possam acolher as pessoas que precisam ser incluídas”, disse.

Segundo ela, o esporte paralímpico também tem potencial de transformação social.

“É possível sim ter o esporte como uma mudança, uma virada de chave, como a gente escuta tanto dos nossos atletas dizendo: ‘olha, a partir do esporte a minha vida mudou’”, destacou.

O chefe do Departamento de Educação Física da UFPI, Sérgio Luís Galan Ribeiro, explicou que o projeto será desenvolvido com base nos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão.

“No ensino, a gente envolve alunos na preparação de futuros profissionais qualificados para trabalhar com paratleta. Na extensão, a gente usa a população que necessita desse atendimento, os paratletas do Piauí. E na pesquisa, a gente desenvolve melhorias na qualidade de vida socialmente e científico para esses atletas”, explicou.

Inclusão e acesso ao esporte

A secretária estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Maria Helena de Oliveira Lima, afirmou que o centro deve ampliar o acesso ao esporte para pessoas com deficiência no estado.

“Isso vai ser fundamental para as pessoas com deficiência na área do esporte. Esporte é vida, e as pessoas com deficiência precisam ter acesso a essa vida mais motivada, mais alegre por meio desse esporte”, afirmou.

Ela também destacou o simbolismo da implantação do centro no Piauí.

“Estamos vendo esses horizontes criados aqui no estado do Piauí com muita alegria, com muita motivação e desejo de transformação”, completou.

Também participaram da reunião o vice-reitor da UFPI, Edmilson Miranda de Moura; o pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários da UFPI, Emídio Marques de Matos Neto; o pró-reitor de Planejamento e Orçamento da UFPI, Marcos Lira; a coordenadora de Saúde, Esportes e Bem-Estar da PRAEC, Mara Jordana Magalhães Costa; e o diretor jurídico do Comitê Paralímpico Brasileiro, Paulo Victor Losinskas.

Fonte: Por Izabella Lima / CidadeVerde

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