O procurador regional eleitoral no Piauí, Kelston Pinheiro Lages, orientou promotores que atuam nas zonas eleitorais a utilizarem o chamado “poder de polícia” para provocar a atuação de juízes eleitorais diante de possíveis irregularidades no processo eleitoral no estado.
A recomendação foi apresentada durante fala sobre a organização das atividades para as eleições, com destaque para a atuação no interior, onde os fatos ocorrem e precisam de resposta mais imediata da Justiça Eleitoral.
Ao tratar da mobilização dos promotores, ele detalhou o objetivo da atuação descentralizada. “Estamos dentro do estado do Piauí, embora os atos jurisdicionais e administrativos se concentrem aqui no TRE, esses ilícitos são praticados em todo o interior. Então é importante que os promotores eleitorais estejam atentos e exerçam esse poder de polícia, provocando o juiz nas zonas eleitorais e comunicando ao procurador regional eleitoral para que possamos dar encaminhamento aos fatos”, afirmou.
O procurador também indicou que haverá uma articulação com outros membros do Ministério Público Federal para reforçar o acompanhamento das ocorrências. “A gente vai discutir essas questões na reunião prevista para o fim de maio, com foco na participação dos promotores nas zonas eleitorais e na atuação conjunta com uma comissão formada por procuradores da República, que vão auxiliar nas demandas ligadas à propaganda e outros ilícitos, para garantir resposta efetiva aos casos que surgirem no interior”, explicou.
A reunião mencionada deve ocorrer no dia 22 de maio e integra o planejamento para as eleições de 2026, com foco no fortalecimento da fiscalização e na comunicação direta entre promotores, juízes eleitorais e a Procuradoria Regional Eleitoral.
Fonte: CidadeVerde

