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4 de junho de 2026
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“Só tem crédito quem tem finanças em dia”, diz Rafael Fonteles ao defender operações de crédito no Piauí

Em entrevista concedida nesta terça-feira (1º), Rafael Fonteles destacou a importância da missão.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, saiu em defesa das operações de crédito realizadas pelo estado e rebateu críticas da oposição, destacando o equilíbrio fiscal como base para a captação de recursos.

“A oposição está no direito de fazer qualquer crítica. O fato é que, às vezes, há uma limitação de informação ou até uma crítica infundada em relação às operações de crédito”, afirmou.

Fonteles reforçou que o acesso ao crédito está diretamente ligado à saúde financeira do estado. “Só tem crédito quem tem finanças em dia. Justamente pelo estado do Piauí ser um dos mais equilibrados em termos de capacidade de pagamento, nós temos o direito de fazer operações de crédito para antecipar investimentos”, disse.

O governador destacou que essas operações são fundamentais para acelerar obras e ações estruturantes. “Quando alguém é contra operação de crédito, é contra rodovia boa, asfalto e calçamento nas cidades, escola em tempo integral. Operações de crédito servem para acelerar investimentos e jamais comprometem o equilíbrio das contas”, pontuou.

Ao comparar a situação do Piauí com outros estados, Fonteles enfatizou a diferença no nível de endividamento. “O Piauí, por exemplo, não tem dívida com a União, enquanto São Paulo deve cerca de R$ 300 bilhões, e Rio de Janeiro e Minas Gerais, cerca de R$ 200 bilhões cada. O nosso estado tem operações de crédito com bancos, em um percentual do PIB muito inferior ao de outros estados”, destacou.

O governador destacou sua experiência à frente da área econômica, relembrando que comandou a Secretaria de Fazenda do Estado por oito anos e presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) por quatro anos. Segundo ele, essa trajetória reforça a legitimidade de suas declarações.

Por fim, Fonteles ressaltou que a avaliação da capacidade de crédito dos estados é feita por órgãos externos, como o Tesouro Nacional, o que garante transparência e credibilidade ao processo. “Quantas mais operações de crédito puderem ser feitas para viabilizar investimentos, serão realizadas”, concluiu.

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