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4 de junho de 2026
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Mais de 20% dos adultos de Teresina vivem com obesidade e número quase dobrou em dois anos no país

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O número de adultos com obesidade em Teresina já passa de 20%, segundo dados do Ministério da Saúde. No Brasil, o índice é ainda maior, com 25,7% da população vivendo com a condição. Apesar de a capital piauiense estar ligeiramente abaixo da média nacional, o dado é um alerta, já que a obesidade está associada a uma série de problemas físicos e mentais e exige acompanhamento contínuo e multidisciplinar.

O avanço da doença é expressivo. Em 2024, o percentual nacional era de 11,8%, a quantidade significa que, em dois anos, o número quase dobrou. Em 18 anos, o excesso de peso entre os brasileiros cresceu 20 pontos percentuais.

A obesidade não é apenas uma questão de hábitos alimentares ou sedentarismo, pois é uma doença complexa, com múltiplas causas e consequências que vão do físico ao emocional.

No Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), pacientes atendidos pelo SUS contam com uma equipe multiprofissional que avalia cada caso antes de definir o melhor caminho, que pode incluir a cirurgia bariátrica. O cirurgião bariátrico Gustavo Santos é um dos responsáveis por esse atendimento e resume bem a lógica por trás dessa abordagem.

“A obesidade é uma condição multifatorial e exige acompanhamento de diferentes áreas da saúde. Por isso, o cuidado precisa envolver uma equipe multiprofissional, com participação de diversos especialistas antes e depois da cirurgia”, afirma.

Essa visão importa porque os efeitos da doença costumam ser subestimados. É comum associar a obesidade a problemas como hérnia de disco ou gordura no fígado, mas o médico chama atenção para o que nem sempre aparece nas consultas. “A ansiedade e depressão podem estar associadas à doença. Além disso, o excesso de peso impacta diretamente a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes”, destaca.

A cirurgia bariátrica figura entre as estratégias mais eficazes para o tratamento da obesidade grave, segundo estudos clínicos publicados em periódicos científicos revisados por diversos pesquisadores e médicos. Mas de acordo com Gustavo Santos o procedimento não funciona de forma isolada. “Os resultados tendem a ser mais consistentes quando o procedimento está aliado ao acompanhamento clínico, nutricional e psicológico”, pontua

Fonte: O Dia

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