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5 de junho de 2026
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Campanha da Fraternidade 2026 é lançada com o tema “Fraternidade e Moradia”

Iris Sales/O Dia

Foi lançada nesta quinta-feira (19) em solenidade no Palácio Episcopal de Teresina a Campanha da Fraternidade 2026. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós (Jo.1, 14)”, a campanha deste ano é um convite à reflexão sobre o papel da sociedade na construção da dignidade por meio da moradia.

A solenidade contou com a presença do arcebispo de Teresina, Dom Juarez Marques; do prefeito Silvio Mendes e demais autoridades da Igreja Católica e representantes do Poder Público. Em sua fala, Silvio Mendes destacou o fomento da pauta social com a igreja, disse que a Campanha da Fraternidade é um ato oportuno e relevante diante da realidade brasileira, com destaque para Teresina.

“Teresina tem hoje 747 pessoas vivendo em situação de rua e a igreja sempre trabalha conosco para dar alguma dignidade a estes cidadãos e cidadãs”, disse. O prefeito elencou algumas das ações sociais desenvolvidas pelo poder público voltadas para dar condições dignas a quem vive pelas ruas da capital. “Começamos um cadastro e a localização dessas pessoas e suas famílias. Temos banheiros móveis para dar condições de higiene. Temos conseguido doações de roupas e temos buscado conhecer quem são estes indivíduos para dar a ele a assistência que se adeque à sua realidade”, explicou.

Também presente no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, a secretária de Relações Sociais do Governo, Núbia Lopes, destacou que garantia condições dignas e sobrevivência e moradia é um direito constitucional que deve ser respeitado antes de tudo. Representando o governador Rafael Fonteles, que não pôde comparecer ao evento, ela ressaltou o compromisso do governo em trabalhar para atender a quem mais precisa.

“Uma família, seja ela como for, precisa ter moradia digna, as crianças precisam ter acesso a uma boa escola, a uma boa assistência de saúde e a todas as condições de liberdade que são garantidas na Constituição. Isso é dar dignidade. É assim que trabalhamos. Não é uma opção. É um dever que assumidos e a missão institucional que cada cidadão deve ter”, pontuou Núbia.

O lugar de dignidade se chama casa

O evangelho de João, capítulo um, versículo 14, diz que “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. O treco inspirou o lema da Campanha da Fraternidade 2026, “Ele veio morar entre nós”. Para a igreja, é um convite a assumir a fé e transformar a realidade sem perder a esperança.

Dom Juarez Marques, arcebispo metropolitano de Teresina, explica que o lema deste ano é Deus conosco, aquele que estabelece entre nós a sua casa. O convite para refletir sobre a moradia amplia o horizonte, segundo ele. Faz compreender que morar vai além de um espaço físico. Significa acolhimento, afeto, respeito e o espaço onde as pessoas possam viver com dignidade.

“Muitas pessoas não têm uma moradia e vivem ao relento. E a Campanha da Fraternidade chama nossa atenção para uma outra ferida aberta que precisa ser sarada: a das pessoas em situação de rua. A rua não é espaço para que ninguém viva ou sobreviva. O lugar de dignidade se chama casa, lar”, diz.

Dom Juarez Marques, arcebispo metropolitano de Teresina - (Assis Fernandes/O Dia)Assis Fernandes/O Dia

Dom Juarez Marques, arcebispo metropolitano de Teresina

Também presente no lançamento, o coordenador do Setor de Campanhas da Regional Nordeste, José Neto, traduziu o tema deste ano como uma iluminação para contemplar a realidade e transformá-la. E o grande farol, ele afirma, é a palavra de Deus, a partir da Escritura Sagrada. “Vamos encontrar nele a iluminação para não apenas ver a realidade, mas para transformá-la à luz do coração do Pai, que deseja vida plena para todos. Terra, teto e trabalho são direitos sagrados”, finaliza.

Dados que preocupam

A Campanha da Fraternidade 2026 chama atenção para dados preocupantes da realidade habitacional brasileira. Cerca de 6,2 milhões de famílias não possuem moradia adequada e aproximadamente 328 mil vivem em situação de rua no país. No Piauí, o déficit habitacional é de 124,8 mil domicílios, o que representa cerca de 12,1% do total de moradias ocupadas no Estado, segundo a Secretaria de Planejamento.

Em Teresina, a estimativa da Prefeitura aponta para um déficit de cerca de 40 mil moradias.

Fonte: O Dia

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