Os trabalhadores da empresa DPL Construções Ltda., terceirizada que presta serviços de manutenção para a concessionária de energia no Piauí, aprovaram em assembleia a realização de uma paralisação temporária parcial nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. A decisão foi tomada após rejeição da proposta patronal durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026.
De acordo com o Ofício encaminhado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Piauí (SINTESE-PI), a assembleia geral dos funcionários ocorreu no dia 5 de fevereiro, por videoconferência, e contou com participação da categoria. Por unanimidade, os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial linear de 3,9% e o valor de R$ 450,00 para o vale-alimentação, mantendo a proposta apresentada pelo sindicato, que busca a valorização profissional.
Ainda segundo o documento, também foi aprovada por unanimidade a paralisação temporária parcial dos serviços, com início às 6h e término às 12h do dia 12 de fevereiro. O sindicato ressaltou que o movimento é um exercício legítimo do direito de greve, garantido pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei nº 7.783/1989.
Em trecho do ofício, o presidente do SINTESE-PI, Maurício Reis Santana Cruz, explicou a decisão da categoria. “Por unanimidade dos trabalhadores presentes, restou rejeitada a proposta patronal de reajuste salarial linear de 3,9% e o valor de R$ 450,00 referente ao vale-alimentação, permanecendo a proposta apresentada pelo sindicato laboral, que visa a efetiva valorização da categoria profissional”, afirmou.
O presidente também destacou que a paralisação representa a insatisfação dos trabalhadores diante do impasse nas negociações. “A paralisação temporária parcial configura manifestação da categoria diante do impasse nas negociações coletivas, observando os princípios da boa-fé, proporcionalidade e razoabilidade”, pontuou.






A paralisação ocorre em diversas bases do estado, incluindo Picos, Teresina, Floriano, Parnaíba, Paulistana e outros municípios. A mobilização teria atingido cerca de 70% das equipes de plantão, mantendo aproximadamente 30% em atividade para garantir o atendimento mínimo, conforme prevê a legislação.
A empresa terceirizada é responsável por grande parte das equipes de campo que realizam serviços de manutenção elétrica. Com a redução das equipes, o tempo de resposta para ocorrências pode ser impactado, principalmente neste período que antecede o feriado de Carnaval.
O movimento ocorre como forma de pressionar por melhores condições salariais e de benefícios, enquanto a categoria aguarda novos desdobramentos das negociações.
Nota de Esclarecimento
A Equatorial Piauí informa que mantém todas as suas obrigações contratuais rigorosamente em dia com a empresa DPL, atuando em conformidade com a legislação vigente.
A concessionária esclarece que questões relacionadas a pagamentos de salários, encargos trabalhistas e demais obrigações decorrentes da relação de emprego são de responsabilidade da empresa empregadora, conforme previsto na legislação trabalhista e nos instrumentos contratuais firmados.
A Distribuidora destaca, ainda, que conta com um plano de contingência operacional, garantindo a continuidade do atendimento aos clientes e sem qualquer impacto no fornecimento de energia elétrica, mantendo o foco na prestação do serviço público essencial à população.
Assessoria de Imprensa da Equatorial Piauí

