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5 de junho de 2026
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Teresina propõe aumento de R$ 1,75 milhão em repasses do Maranhão para atendimentos na capital

FMS

Atualmente, os repasses realizados pelo Estado do Maranhão para custear atendimentos de pacientes maranhenses em Teresina somam R$ 450 mil mensais. Em reunião realizada nesta quinta-feira (5), em Brasília, com o Ministério da Saúde e representantes do governo maranhense, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) propôs um reajuste desse valor para R$ 2,2 milhões, o que representa um aumento de R$ 1,75 milhão.

A proposta foi apresentada como forma de reforçar a pactuação da Rede de Urgência e Emergência entre Teresina, Timon e quatro municípios do Maranhão. Segundo a FMS, a capital piauiense absorve uma demanda significativa de pacientes do estado vizinho, especialmente em atendimentos de média e alta complexidade, o que pressiona a rede local de saúde.

Durante a reunião, não houve definição sobre o novo valor do repasse. Ficou acertado, no entanto, um novo encontro entre os entes envolvidos para discutir a formalização do reajuste e assegurar o fluxo regulado dos leitos de retaguarda em Teresina destinados a pacientes maranhenses.

Além da revisão da contrapartida financeira, a FMS informou que irá solicitar ao Ministério da Saúde a habilitação de novos leitos de retaguarda, com o objetivo de ampliar a capacidade assistencial da capital. Também está prevista a articulação para o incremento do teto MAC (Média e Alta Complexidade) de Teresina, levando em conta o caráter regionalizado dos atendimentos e a crescente demanda interestadual.

Segundo a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, a expectativa é que o aumento dos repasses contribua para fortalecer a rede de urgência e emergência em Teresina, beneficiando tanto pacientes do Piauí quanto do Maranhão atendidos na capital.

“É importante destacar que hoje enfrentamos um desequilíbrio financeiro, pois a capital absorve grande demanda sem a contrapartida necessária. Esse subfinanciamento limita nossa capacidade de aperfeiçoar ainda mais a qualidade do atendimento. Por isso, o incremento no repasse é essencial para assegurar melhores condições de assistência”, destacou a presidente.

Com informações da FMS

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