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4 de junho de 2026
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Cultura evangélica pode virar patrimônio cultural imaterial de Teresina

Bíblia - oração - Foto ilustrativa Reprodução/Freepik

No Piauí, segundo o Censo de 2022 do IBGE, 15,6% da população se declara evangélica, um aumento de 5,99% em relação a 2010. Com o crescimento do número de evangélicos no estado e, especialmente, em Teresina, um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal da capital (CMT) propõe tornar a cultura evangélica Patrimônio Cultural Imaterial de Teresina. A proposta é de autoria da vereadora Ana Fidelis (Republicanos).

O texto do projeto aponta que a cultura evangélica deve ser reconhecida como patrimônio cultural por sua relevância histórica, social, cultural e comunitária na formação da identidade da capital, destacando as contribuições da comunidade evangélica para o desenvolvimento de Teresina.

De acordo com a matéria, são reconhecidas como manifestações da cultura evangélica às expressões presentes em cultos, músicas e cânticos gospel, ações sociais e educativas, valores, tradições e costumes, além de eventos públicos de caráter religioso e cultural realizados no município.

A proposta argumenta que o reconhecimento como patrimônio imaterial pode contribuir para a valorização e preservação dessas manifestações, além de promover a diversidade religiosa, fortalecer a identidade cultural, ampliar o sentimento de pertencimento da população e incentivar ações de memória, registro e difusão cultural.

Na justificativa do projeto, a vereadora Ana Fidelis afirma que o reconhecimento da cultura evangélica como patrimônio respeita o princípio constitucional da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, sem criar privilégios a um grupo específico, mas reconhecendo sua importância cultural.

“As comunidades evangélicas desempenham relevante papel social, por meio de ações solidárias, educativas, culturais e de apoio às famílias, contribuindo para a promoção da cidadania, da paz social e da dignidade humana. Suas manifestações culturais, como músicas, eventos, celebrações e projetos comunitários, constituem patrimônio imaterial que integra a identidade do povo teresinense”, disse a parlamentar no texto.

O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal de Teresina e, para se tornar lei, ainda precisa ser aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil).

Fonte: O Dia

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