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3 de junho de 2026
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Apesar de redução histórica, pobreza atinge 37% da população piauiense, diz IBGE

Foto ilustrativa reprodução : Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Piauí registrou, em 2024, a menor taxa de pobreza da sua série histórica, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (3). Apesar do avanço, o estado ainda convive com um cenário desafiador: 37,3% da população permanece em situação de pobreza — o equivalente a cerca de 1,26 milhão de pessoas. O índice representa uma queda de 7,9 pontos percentuais em relação a 2023, quando 45,2% dos piauienses estavam nessa condição.

A redução é ainda mais expressiva quando comparada ao início da série histórica, em 2012, quando 55,6% da população vivia abaixo da linha da pobreza. Em doze anos, o estado registrou queda acumulada de 18,3 pontos percentuais. Em números absolutos, a população pobre caiu de aproximadamente 1,78 milhão de pessoas em 2012 para 1,26 milhão em 2024 — uma redução de cerca de 524 mil piauienses.

O Piauí registrou o 10º maior índice de pobreza do país em 2024. Os estados com maiores taxas foram Acre (45,9%), Maranhão (45,8%) e Ceará (43,3%). Os menores índices foram observados em Santa Catarina (8,0%), Rio Grande do Sul (11,1%) e Mato Grosso (13,1%).

De acordo com o IBGE, é considerada em situação de pobreza a pessoa cujo rendimento domiciliar per capita é inferior a R$ 694 mensais, parâmetro definido pelo Banco Mundial e ajustado pela Paridade do Poder de Compra (PPC). Os dados reforçam o papel determinante dos programas sociais, como Bolsa Família, BPC e Auxílio Emergencial, na redução dos indicadores. Sem esses benefícios, a taxa de pobreza no Piauí teria atingido 47,1% em 2024 — quase 10 pontos percentuais acima do índice observado. No Brasil, a pobreza alcançaria 28,7% da população caso não existissem esses programas; com eles, o índice ficou em 23,1%, o menor da série histórica.

Extrema pobreza também apresentou queda devido aos programas sociais

O estado também avançou no combate à extrema pobreza. Em 2024, cerca de 4% da população piauiense vivia nessa condição — uma redução de 4 pontos percentuais em comparação a 2023, quando o índice havia chegado a 8%. A linha de extrema pobreza considera renda inferior a R$ 218 por mês, ou menos de US$ 2,15 por dia ajustado pela PPC.

Desde 2012, quando 14,3% da população do estado estava em extrema pobreza, o recuo acumulado chega a 10,3 pontos percentuais. Em números absolutos, o Piauí reduziu o total de pessoas nessa condição de cerca de 458 mil em 2012 para aproximadamente 135 mil em 2024 — menos 323 mil pessoas. Em 2024, o Piauí apresentou o 13º maior índice de extrema pobreza do país. Os percentuais mais elevados foram observados no Maranhão (10,1%), Ceará (7,9%) e Acre (7,6%). Os menores índices ficaram em Santa Catarina (1,2%), Rio Grande do Sul (1,4%) e Mato Grosso do Sul (1,6%).

A pesquisa mostra ainda que, sem os benefícios sociais, a extrema pobreza no Piauí teria saltado para 17,6% da população em 2024 — mais de quatro vezes o índice registrado com os programas. Isso significa que cerca de 459 mil piauienses deixaram de estar em extrema pobreza devido ao recebimento desses benefícios, representando 13,6% da população estadual.

No Brasil, a extrema pobreza também atingiu o menor nível da série histórica, chegando a 3,5% da população em 2024 quando considerados os programas sociais. Mesmo com avanços históricos, os dados mostram que a pobreza e a extrema pobreza ainda atingem parcela significativa dos piauienses, reforçando a importância de políticas públicas contínuas e eficazes para ampliar a redução das desigualdades no estado.

Fonte: O Dia

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