A Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos (SAMPECE/SEMARH-PI) divulgou nesta terça-feira (21) os dados oficiais de chuvas acumuladas nas últimas 24 horas em diferentes municípios piauienses. As medições, realizadas por pluviômetros automáticos e convencionais, contam com o apoio de observadores locais e de instituições como ANA, CEMADEN, INMET e FETAG.
De acordo com o boletim, as maiores precipitações foram registradas no sul do estado, com destaque para o município de Curimatá, que acumulou 45,6 milímetros, seguido por Avelino Lopes (42 mm) e Uruçuí (37 mm). Também apresentaram volumes expressivos de chuva Redenção do Gurguéia (29 mm), Prata do Piauí (28 mm) e Castelo do Piauí (25 mm).

Já em Teresina, o acumulado chegou a 14 mm, enquanto cidades como Betânia do Piauí, Corrente e Floriano registraram volumes menores, variando entre 5 e 6 mm.
Em outubro de 2024, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) chegou a emitir um alerta amarelo de perigo potencial para chuvas intensas em 198 municípios piauienses, cobrindo cerca de 88% do território estadual. Naquele período, o volume esperado era de 20 a 50 mm por dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.
Os dados atuais indicam que o padrão de precipitações em 2025, embora mais localizado, mantém índices relevantes para o início do período pré-chuvoso, especialmente nas regiões Sul e Centro-Sul do estado — áreas que, em 2024, enfrentavam níveis de seca entre moderada e grave.
Segundo a classificação de severidade da seca elaborada pelo Monitor de Secas, o Piauí apresentava, em outubro do ano passado:
• 139 municípios em seca fraca (S0),
• 101 em seca moderada (S1) e
• 34 em seca grave (S2).
Esse cenário de 2024 reforça a importância das chuvas recentes, que podem contribuir para a recuperação gradual dos níveis hídricos e para a melhoria das condições de solo e vegetação, sobretudo nas áreas que vinham enfrentando longos períodos de estiagem neste ano.
A SEMARH-PI reforça que o acompanhamento pluviométrico é essencial para planejar ações de prevenção a desastres naturais e orientar o uso racional dos recursos hídricos. A expectativa é de que, com o avanço da pré-estação chuvosa, os volumes de precipitação se tornem mais frequentes e melhor distribuídos pelo estado nas próximas semanas.

