O deputado Francisco Limma (PT) avaliou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a bancada estadual do Piauí com 30 cadeiras na Assembleia Legislativa muda a estratégia eleitoral do partido para 2026. Segundo ele, com a definição do número de vagas, o PT busca agora garantir o preenchimento das 31 vagas proporcionais disponíveis dentro da federação, de forma a construir uma chapa mais competitiva.
Limma explicou que a meta do partido é conquistar entre 45% e 50% das cadeiras estaduais e federais.
“É de preenchimento das 31 vagas, buscando assegurar o máximo de representação para a gente ter um time competitivo, onde a nossa meta é chegar a 45%, 50% das vagas estaduais e federais. Essa é a meta que a gente está estabelecendo. É claro que isso dentro de um planejamento, de uma articulação dentro da Federação, combinando com o governador, combinando com o nosso partido”, afirmou.
A decisão do STF, tomada pelo ministro Luiz Fux, assegurou que o Piauí manterá a atual composição de 10 deputados federais e 30 estaduais em 2026, garantindo a representatividade política do estado e evitando perdas de recursos federais, já que a redução de cadeiras impactaria no volume de emendas parlamentares e repasses para áreas como saúde e educação.
Nada muda
Enquanto Limma destacou o impacto da decisão no planejamento estratégico do PT, o deputado Evaldo Gomes (Solidariedade) afirmou que a manutenção das vagas não altera sua estratégia individual, mas reconheceu que o desfecho representa um ganho coletivo para o estado. “Naturalmente, o Piauí perderia mais de 100 milhões de reais por ano de emendas parlamentares. Ou seja, é um ganho para o povo do Piauí, principalmente para os municípios menores. E não tem o que diz respeito à questão política. Eu acho que todos ganham, porque os partidos políticos se fortalecem com a manutenção das vagas”, disse.
Fonte: CidadeVerde

