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5 de junho de 2026
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Juventude Rural promove visitas à comunidades indígena e quilombola em Paulistana

Visita a um quintal produtivo na comunidade quilombola São Martins (Foto: Geirlys Silva / SAF)

O programa Juventude Rural Transformadora, realizado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) em parceria com o Instituto Federal do Piauí (IFPI) e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), promoveu, nessa quarta-feira (27), visitas de campo a comunidades indígenas e quilombolas de Paulistana.

Os estudantes participantes conheceram a comunidade indígena Batemaré, onde vivem povos da etnia Cariri, a comunidade quilombola São Martins e a Associação de Produtores Rurais Agroecológicos (Apropriá), referência na produção de algodão orgânico. A atividade integra o IV módulo do curso de formação em Agricultura Familiar Sustentável, que reúne cerca de 100 jovens de diferentes territórios do Piauí.

Segundo a diretora de Organização e Mobilização Social da SAF, Márcia Mendes, as visitas permitem a troca de experiências e o contato direto com a realidade dos agricultores familiares. “Os grupos vão apresentar o resultado das experiências que tiveram, destacando a origem das comunidades, o que produzem, como comercializam e como a juventude participa desses processos. A partir disso, eles vão planejar os projetos que serão desenvolvidos em seus territórios no trabalho final”, explicou.

A estudante Débora Jaíza, do município de Campo Maior, destacou a importância da vivência na comunidade quilombola São Martins. “Tivemos a oportunidade de conhecer como eles enfrentam as adversidades da seca, como se organizam e acessam mercados para comercializar seus produtos. Essa experiência nos ajuda a pensar em soluções para as nossas próprias comunidades”, afirmou.

Estudantes do Juventude Rural no memorial da comunidade São Martins (Foto: Geirlys Silva / SAF)
Estudantes do Juventude Rural no memorial da comunidade São Martins (Foto: Geirlys Silva / SAF)

Na comunidade Batemaré, o estudante Jesus Carlos ressaltou o aprendizado com os indígenas Cariri. “Foi uma visita técnica muito enriquecedora. Conhecemos suas metodologias de produção agrícola, os desafios relacionados à terra e as questões sociais e econômicas enfrentadas pela comunidade”, disse.

Jovens na comunidade indígena Batemaré (Foto: Geirlys Silva / SAF)
Jovens na comunidade indígena Batemaré (Foto: Geirlys Silva / SAF)

Já na Apropriá, os jovens acompanharam o funcionamento da usina de beneficiamento do algodão agroecológico, que inclui a separação da semente e a prensagem em fardos. O produto, certificado como orgânico, é exportado para a França, onde é utilizado na fabricação de calçados. “Foi uma experiência muito gratificante, em que conhecemos o maquinário, a história da associação e sua importância para a agricultura familiar”, destacou o estudante Gabriel Lima.

Visita à Associação Apropriá (Foto: Geirlys Silva / SAF)
Visita à Associação Apropriá (Foto: Geirlys Silva / SAF)

Formação e protagonismo

O programa Juventude Rural Transformadora atende jovens egressos de institutos federais, escolas agrícolas e agrotécnicas, oferecendo capacitação em Agricultura Familiar Sustentável. O objetivo é formar lideranças capazes de elaborar projetos que fortaleçam a produção e a organização comunitária em seus territórios.

Estudantes do programa Juventude Rural Transformador (Foto: Geirlys Silva / SAF)
Estudantes do programa Juventude Rural Transformador (Foto: Geirlys Silva / SAF)

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