33.4 C
Jacobina do Piauí
5 de junho de 2026
Cidades em Foco
GeralInternacional

Aldo Gil prevê “morte financeira” do Brasil, mas especialistas rebatem: saída do Swift não depende dos EUA

O deputado Aldo Gil (Progressistas) disse estar acompanhando com perplexidade a “guerra” entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo americano, que sancionou o ministro Alexandre de Moraes por violar leis americanas, e destacou que a decisão de Flávio Dino em não permitir que se aplique a lei Magnitsky causou insegurança jurídica aos bancos que atuam no Brasil.

“Eu gostaria de informar e lembrar ao povo brasileiro que em 2014 o Banco BNP Paribas foi multado em 9 bilhões de dólares por não cumprir medidas de sanções do governo americano. Para vocês terem uma ideia, esse valor é a metade do que vale o nosso Banco do Brasil”

O parlamentar disse que o Brasil já não tem muita segurança jurídica e que o conflito entre o Supremo e os EUA afugenta ainda mais os investidores estrangeiros, que, segundo ele, “já têm medo de investir no nosso país”.

“Então, até quando vai continuar essa guerra infundada daqueles que deveriam proteger a nossa nação, que deveriam proteger a nossa Constituição? Os bancos estão sem saída. Se obedecer ao STF, serão desligados, desplugados do sistema financeiro global”, disse.

Aldo Gil afirmou ainda que quem possui contas em bancos brasileiros e utiliza aplicativos para fazer Pix ou receber salário corre o risco de não ter acesso às plataformas, por dependerem de empresas americanas.

“Esse é o quarto passo que vai acontecer na sanção da lei Magnitsky, desligar o sistema financeiro do sistema mundial. Então, um atraso para o Brasil é praticamente uma sentença de morte financeira para o nosso país. Então, eu lamento muito que 11 ministros estejam advogando em causa própria à revelia de 220 milhões de cidadãos brasileiros “, declarou.

O Brasil pode sair do sistema Swift?

De acordo com o líder global para assuntos corporativos do sistema de pagamentos, Hayden Allan, uma eventual sanção ao sistema bancário brasileiro que integra o Swift não pode ser aplicada por decisão unilateral dos Estados Unidos.

O Swift é sediado em Bruxelas, na Bélgica, e está sujeito às leis europeias. Funciona como uma cooperativa de bancos comandada por instituições europeias e americanas. Em 2022, o sistema bancário russo foi retirado do Swift por conta da guerra na Ucrânia. A ação foi realizada por decisão da União Europeia (UE), e uma eventual sanção ao sistema bancário brasileiro teria de seguir a legislação da UE, não apenas dos Estados Unidos.

Fonte: O Dia

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais