O advogado André Bispo, ex-assessor do Ministério Público do Estado do Piauí e investigado por suspeita de propina, entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (1º) para a retirada da tornozeleira eletrônica. Segundo Bispo, a medida cautelar, à qual está submetido há mais de 200 dias, tem causado constrangimentos e prejuízos ao exercício de sua profissão.
O monitoramento eletrônico foi imposto pela Justiça enquanto tramita o processo que investiga suposto pagamento de propina para o arquivamento de um procedimento investigatório criminal contra o empresário Junno Pinheiro Campos de Sousa. Além do advogado, o promotor de Justiça Maurício Verdejo, que era assessorado por André Bispo, também responde ao mesmo processo.
No habeas corpus, Bispo argumenta que, apesar de cumprir rigorosamente todas as determinações judiciais, o monitoramento eletrônico se tornou desnecessário, uma vez que a denúncia já foi oferecida e recebida. Ele também destaca que a própria vítima do suposto crime afirmou, em depoimento, que o advogado não participou da ação criminosa.
O habeas corpus já foi encaminhado ao ministro responsável pelo caso no STJ que irá decidir se concede ou não a liminar.
Entenda o caso
O promotor de Justiça Maurício Verdejo foi alvo da Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Piauí (PGJ/MPPI) no dia 7 de agosto. A investigação apura suspeitas de que o servidor público teria exigido R$ 3 milhões para arquivar um procedimento investigatório criminal contra um empresário.
Fonte: CidadeVerde

