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7 de junho de 2026
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Homem é condenado pelo Tribunal do Júri a 21 anos de prisão após matar ex-companheira a facadas em Paulistana

Evellin Rodrigues, 23 anos, foi morta com um golpe de machadinha e quatro golpes de faca no Piauí — Foto: Reprodução/WhatsApp

O Tribunal Popular do Júri de Paulistana condenou Joab dos Santos Campos, de 27 anos, a 21 anos de prisão pelo feminicídio da ex-companheira Évellin Pedrosa Rodrigues, de 23 anos, que foi morta com três golpes de faca, no dia 29 de agosto de 2020. Os dois tem um filho de 4 anos.

O julgamento foi realizado no dia 1º de dezembro pelo juiz Denis Deangelis Brito Varela, da Vara Única de Paulistana, a 452 km de Teresina.

Évellin Pedrosa e Joab Santos terminaram o relacionamento quatro dias antes do crime. O homem decidiu ir às 3h da madrugada na casa da vítima. Foi quando eles iniciaram uma discussão que culminou na morte da jovem.

Em depoimento o acusado alegou que agiu em legítima defesa. Ele disse que quando saiu da casa da vítima, ela foi atrás dele. Joab afirmou que já estava na rua, quando a vítima apareceu com uma faca e que ela teria tentado atacar ele.

Joab disse que chegou a ser atingido com a faca, e que por isso deu um soco nela, pegou a faca e aplicou vários golpes. Ele acabou desmaiando após o crime e foi encontrado pela polícia ao lado da vítima.

Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu por motivo fútil, pois o acusado tinha ciúmes da mulher. O MP disse que o acusado tinha um relacionamento conturbado com a mulher, pois agia de forma controladora, e que ele não aceitou a decisão dela de querer se separar.

De acordo com o órgão ministerial, os depoimentos colhidos comprovaram que Joab passou várias horas bebendo antes de ir na residência da vítima com um machado, com o objetivo de confrontar Évellin. O órgão alegou que a vítima pegou uma faca para se defender e saiu correndo de casa para fugir do acusado, quando foi morta.

Os membros do Tribunal Popular do Júri entenderam que Joab Campos matou Évellin por motivo fútil. O juiz Denis Deangelis Brito Varela aplicou a pena de 21 anos em reclusão e ele não terá o direito de recorrer em liberdade.

Fonte: G1-PI

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