28.8 C
Jacobina do Piauí
4 de junho de 2026
Cidades em Foco
GeralNordeste em FocoPiauíPolítica

Vendedores ambulantes no Piauí deverão seguir regras nacionais para exercício da atividade

Foto - Assis Fernandes/ O DIA

Os vendedores ambulantes que atuam no Piauí poderão passar a contar com regras nacionais mais claras para o exercício da atividade. A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que estabelece direitos e deveres para o comércio ambulante em todo o país, além de impor limites à atuação da fiscalização.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Gilson Marques (Novo-SC), ao Projeto de Lei nº 575/25. A proposta busca evitar ações consideradas arbitrárias, como a apreensão imediata de mercadorias de trabalhadores que atuam de boa-fé, realidade frequente em cidades piauienses, especialmente em centros comerciais e áreas de grande circulação.

De acordo com o projeto, a apreensão de produtos só poderá ocorrer em casos de suspeita fundamentada de crime ou risco à saúde pública. Além disso, o ambulante passa a ter presunção de boa-fé, cabendo ao fiscal comprovar eventual irregularidade.

A proposta também estabelece que o trabalhador terá prazo de até 15 dias para apresentar documentação que comprove a origem lícita das mercadorias antes de sofrer qualquer penalidade. Caso haja abuso de poder ou conduta arbitrária por parte dos agentes públicos, estes poderão responder administrativa e penalmente.

Uma das principais mudanças em relação ao texto original, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), foi a retirada da exigência de que o cidadão estivesse desempregado há pelo menos seis meses para atuar como ambulante. O relator considerou o critério discriminatório e um entrave ao acesso à atividade.

Segundo Gilson Marques, a legislação atual deixa os trabalhadores informais excessivamente vulneráveis. “O ambulante não é a causa da informalidade, mas o seu sintoma mais visível. É a resposta econômica possível diante de obstáculos estruturais à formalização”, afirmou no parecer.

Dados apresentados no relatório do projeto indicam que mais de meio milhão de brasileiros exercem o comércio ambulante como alternativa de sustento, sobretudo diante das dificuldades de acesso ao mercado formal de trabalho.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal.

Com informações da Agência Câmara.

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais