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3 de junho de 2026
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Teresina confirma primeiro caso de dengue tipo 3 após 11 anos sem registro

Foto ilustrativa reprodução da Agência Brasil

Sem registros desde 2015, Teresina confirmou, nesta quarta-feira (25), um caso de dengue do sorotipo 3 (DENV-3). A reintrodução do vírus ocorre em meio ao cenário de alerta para a doença no estado, que vem registrando aumento significativo de casos nos últimos anos e mantém autoridades de saúde em vigilância redobrada. A Fundação Municipal de Saúde não divulgou informações como idade ou sexo do paciente diagnosticado com a doença.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Teresina (CIEVS), entre 1º de janeiro e 23 de março de 2026, foram confirmados 558 casos de dengue no município. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 594 registros, observa-se uma redução de 6,1%. Apesar da leve queda, os cuidados preventivos continuam indispensáveis.

Diante do cenário, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem intensificado ações de conscientização e combate ao mosquito transmissor. De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Walfrido Salmito, inspeções semanais em residências serão reforçadas para eliminar possíveis criadouros. “Além disso, equipes da Gerência de Zoonoses realizam vistorias para identificar focos de água parada. Mas contamos com o apoio da população para evitar a proliferação do mosquito. Esta é uma luta pela vida e pela saúde”, destacou.

A médica Amariles Borba reforça que pacientes diagnosticados com dengue devem manter hidratação adequada. “Recomendamos que a urina esteja clara ao longo do dia, o que indica boa hidratação. Esse alerta tem sido reforçado junto aos profissionais de saúde, conforme orientações do Ministério da Saúde”, explicou.

Ela lembra que existem quatro sorotipos do vírus da dengue, e todos podem evoluir para formas graves da doença. “Quem contrai o tipo 1, por exemplo, adquire imunidade apenas contra esse subtipo, mas continua suscetível aos tipos 2, 3 e 4. Estudos indicam maior risco de quadros severos em infecções posteriores, sendo os sorotipos 2 e 3 frequentemente associados a casos mais graves. Como o tratamento é sintomático, é fundamental unir esforços para evitar a proliferação do mosquito”, alertou.

Vacinação contra a dengue

Em relação à vacinação, a FMS informou que a vacina aplicada em duas doses está disponível para crianças de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde e no Teresina Shopping. Já a vacina mais recente, de dose única, está sendo ofertada exclusivamente a profissionais de saúde.

Quais os perigos da dengue tipo 3?

Existem quatro tipos de vírus da Dengue, mas qualquer um deles pode levar à dengue hemorrágica. A médica Amariles Borba esclarece quais as diferenças de um tipo da doença para o outro. “Se você tem a dengue tipo 1, ganha imunidade contra esse tipo, mas pode ainda contrair o tipo 2, 3 e 4. Estudos indicam que há um maior risco de formas graves nas infecções posteriores. Além disso, o tipo 2 e 3 são frequentemente associados a manifestações mais severas”.

Amariles lembra que no Brasil ainda não há vacinas suficientes para todos os públicos. Isto é um fator a mais que deve ser levado em consideração na hora de prevenir a doença. O primeiro passo é não criar o mosquito.

Com supervisão de Nathalia Amaral / O Dia

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