O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu, nesta quarta-feira (19), o segundo mandado de prisão contra suspeitos de envolvimento na execução de Valdeir da Costa Nascimento, morto dentro de casa na noite de 4 de agosto de 2025, no bairro Morros, zona Norte de Teresina. A vítima foi assassinada na frente da esposa após ter a residência invadida por seis homens em três motocicletas.
Segundo o delegado Jorge Terceiro, responsável pela investigação, o crime ocorreu por volta das 23h, quando o grupo arrombou a residência e executou Valdeir. “Os indivíduos arrombaram a residência, entraram e executaram a vítima na frente da esposa. Na sequência, se evadiram”, relatou.
As investigações começaram logo após o crime e levaram, inicialmente, à prisão de um dos executores há cerca de um mês. Conforme o delegado, o depoimento desse primeiro preso ajudou a avançar no caso.
“Ouvimos ele aqui. Ele trouxe informações que ajudaram a equipe a ir mais adiante na investigação”, afirmou.
A partir dessas informações, mais dois suspeitos foram identificados e tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Um deles já estava no sistema prisional por outro crime e teve o mandado cumprido hoje. O outro foi localizado por equipes do DHPP na zona Norte de Teresina, preso e conduzido ao departamento.
Investigações
Durante interrogatório audiovisual conduzido pelo próprio delegado, o suspeito confirmou presença em uma reunião do grupo horas antes da execução.
“Ele confirma que faz parte do grupo, esteve na reunião onde se decidiu fazer uma cobrança à vítima por dívidas de droga. Mas afirma que não participou da execução e que não foi ao local”, informou.
O delegado destacou que a participação do preso na ação criminosa ainda não está descartada. “Não descartamos peremptoriamente a participação dele na execução, até porque nem todos os indivíduos que participaram diretamente foram identificados”, explicou.
O suspeito detido hoje possui antecedente por tráfico de drogas. Já o primeiro preso, identificado apenas como Matheus, não tinha registros anteriores no Judiciário.
Sobre a motivação, o delegado detalhou que duas razões levaram ao assassinato.
“A vítima era usuária de drogas e estaria devendo ao grupo criminoso. Além disso, já teria feito parte de uma facção rival na mesma área”, afirmou.
O DHPP segue com as investigações para identificar os demais envolvidos.
Fonte: CidadeVerde

