Com a chegada do período chuvoso, a Secretaria da Agricultura Familiar do Piauí anunciou na manhã desta quarta-feira (28) a intensificação na distribuição de sementes e mudas em todas as regiões do estado, com foco em garantir que o plantio ocorra no momento adequado. O planejamento, que começou ainda em dezembro, irá priorizar áreas onde as chuvas chegam mais cedo, porém o órgão demonstrou preocupação com as mudanças climáticas e a irregularidade das chuvas dos últimos anos.
A secretária Rejane Tavares destacou o cronograma alterado neste ano.
“Estamos trabalhando para garantir ao máximo possível que o agricultor receba as sementes no período correto. Nós iniciamos todo o processo de distribuição ainda em dezembro, começando pelo sul do estado, onde as chuvas iniciam antes, e já temos agricultores que estão plantando. Depois seguimos no semiárido, mas tivemos uma pequena estiagem, o que nos levou a segurar um pouco as sementes e reorganizar o calendário”, explicou a secretária.
Segundo a SAF, a distribuição foi retomada no início de janeiro e alcançou a região Norte e o entorno de Teresina. Nessas áreas, além das sementes convencionais de feijão e milho, os agricultores familiares também receberam sementes crioulas, produzidas pela própria agricultura familiar e adaptadas às condições locais. A maior parte da entrega de sementes já foi concluída, o que, segundo a secretaria, traz mais segurança para o início do plantio.
Apesar do avanço das ações, Rejane Tavares ressaltou que as mudanças climáticas seguem como um fator de atenção para o poder público e para os produtores rurais. “As sementes praticamente já foram todas distribuídas, o que garante uma certa segurança para o agricultor plantar. Mas as instabilidades e as mudanças climáticas sempre nos deixam preocupados, porque não há certeza se essas chuvas vão se manter de forma regular ao longo do ciclo”, alertou.
Cajulcutura
A próxima etapa do trabalho envolve a distribuição de mudas, com destaque para a cajucultura, atividade tradicional no semiárido e na planície litorânea. A entrega das mudas de caju ocorre, segundo a secretaria, a partir da segunda quinzena de janeiro e ao longo de fevereiro, período em que o solo apresenta melhores condições de umidade.
“Priorizamos os agricultores que trabalham com a cajucultura, especialmente no semiárido, onde há uma tradição maior, e também na planície litorânea. Todo esse processo é feito a partir de uma articulação com sindicatos, associações, cooperativas e secretarias municipais, que organizam a demanda e fazem a distribuição direta ao agricultor”, afirmou Rejane Tavares.
Ao todo, mais de 72 mil famílias devem ser beneficiadas pelas ações neste ciclo. Estão sendo distribuídas mais de 330 toneladas de sementes de feijão e milho, além de 400 mil mudas de caju e 400 mil raquetes de palma forrageira. O investimento é de R$ 9 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

