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4 de junho de 2026
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Professores da UFPI estão entre os cientistas mais influentes do mundo

Campus Profa. Cinobelina Elvas, em Bom Jesus - Foto - reprodução / UFPI

Cinco pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) estão entre os cientistas mais influentes do mundo, é o que revela um ranking global elaborado pela Editora Elsevier em parceria com a Universidade de Stanford (EUA).  A lista, divulgada no último dia 19 de setembro, é considerada uma das mais respeitadas da comunidade científica internacional e destaca os 2% de pesquisadores com maior impacto em suas áreas de atuação.

Os pesquisadores da UFPI que estão na lista são: Ademir Sérgio Ferreira de Araújo, que é professor no Centro de Ciências Agrárias (CCA), Anderson de Oliveira Lobo, professor do Centro de Tecnologia (CT), Edson Cavalcanti da Silva Filho e Edvani Curti Muniz, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), e Paulo Michel Pinheiro Ferreira do Centro de Ciências da Saúde.

As pesquisas desenvolvidas por Edson Cavalcanti, que integra o ranking pela quarta vez, buscam soluções criativas a partir dos recursos naturais do semiárido. Em uma das linhas de estudo, o docente desenvolve sistemas antimicrobianos a partir da incorporação de óleos essenciais em argilominerais do Piauí, unindo biodiversidade local e ciência de ponta. Outra frente de pesquisa envolve hidrogéis superabsorventes de origem vegetal, capazes de otimizar o uso de água e nutrientes, tecnologia estratégica para a agricultura em regiões áridas.

Na área de materiais sustentáveis, o professor Edvani Curti Muniz lidera investigações sobre polissacarídeos, moléculas naturais com alto potencial de aplicação em produtos inovadores e tecnologias limpas. O grupo de pesquisa coordenado por ele desenvolve soluções que vão desde materiais para a indústria farmacêutica até embalagens biodegradáveis, fortalecendo a inserção da ciência piauiense no cenário global de sustentabilidade.

Já o professor Ademir Sérgio Ferreira de Araújo dedica-se a estratégias para mitigar os impactos da degradação ambiental e das mudanças climáticas no semiárido. Entre seus estudos estão a revegetação de áreas degradadas, o uso de bactérias promotoras de crescimento vegetal para aumento sustentável da produtividade agrícola e a aplicação de hidrogéis como veículos para inoculação de microrganismos benéficos em cultivos como a cana-de-açúcar, abordagens que fortalecem a agricultura sustentável e resiliente.

No campo da saúde, o professor Paulo Michel Pinheiro Ferreira desenvolve pesquisas sobre o potencial terapêutico da biodiversidade brasileira. Ele investiga os compostos bioativos da Casearia sylvestris, conhecida popularmente como guaçatonga, para o desenvolvimento de formulações orais com propriedades fitoterápicas voltadas ao combate de doenças crônicas.

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