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24 de abril de 2024
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Preso morto na Custódia esteve em três facções rivais; polícia aguarda DNA para fechar inquérito

Foto: Reprodução/ TV Cidade Verde

A investigação da morte de dois detentos na Penitenciária Professor José de Ribamar Leite, antiga Casa de Custódia, vai usar exames de DNA para determinar os executores de Iwalks Silva Santos e Alessandro Krystian da Silva, vulgo Lacoste.

A perícia feito na cela e nos corpos das vítimas colheu amostras de DNA que podem indicar quem participou, diretamente, da morte dos dois homens.

Eles foram encontrados mortos no último domingo no Pavilhão G, em duas celas separadas.

No total, 12 detentos forma autuados em flagrantes pelos crimes de homicídio e fraude processual, porque após matar os presos eles simularam que as vítimas haviam cometido suicídio.

O delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que está à frente da investigação, explicou que durante a perícia realizada nos corpos das vítimas e nos lençóis, utilizados, para amarra-los nas grades foram coletadas amostras de DNA, que podem apontar os executores dos dois detentos.

“A perícia teve o cuidado de coletar amostras nos corpos e nos tecidos utilizados para amarra-los. Também foi realizada a coleta voluntária e indolor de material genético dos 12 detentos autuados em flagrante pelos crimes. O resultado dos exames pode apontar as pessoas que participaram desse crime”, explicou o delegado.

Quanto à motivação do crime, o delegado não tem dúvidas de que os dois detentos foram condenados à morte pelo Bonde dos 40. Segundo a investigação, Alessandro Krystian da Silva, vulgo Lacoste, teria participado de uma execução não autorizada pela facção, e por isso teria sido decretada sua morte.

Na tentativa de ser perdoado pela facção foi dado a ele a missão de matar o próprio pai, Adailson Veloso da Costa Bezerra, que atuava como corretor, mas que já havia sido preso por tráfico de drogas. O crime foi cometido em junho de 2023, na Vila da Paz, zona Sul de Teresina.

Lacoste acabou sendo preso três meses depois por esse crime. Antes de ser preso, ele teria deixado o Bonde dos 40 e migrado para o PCC. Em suas redes sociais ele chegou a publicar fotos ostentando armas e fazendo a segurança de um membro de sua nova facção. Pouco tempo depois, ele teria migrado para o Comando Vermelho, de acordo com outra publicação realizada por ele na rede social.

Após sua prisão, ele foi colocado numa cela junto com outros faccionados do Bonde dos 40, local que poderia ser considerado seguro para ele. Mas a investigação apontou que a informação de que ele teria “rasgado a camisa do B40” chegou aos seus colegas de cela, e isso teria sido suficiente para que ele fosse, novamente, condenado à morte.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

A investigação ainda não apontou se o decreto da morte dos dois presos foi feito dentro ou fora da penitenciária. Agora, a polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais para concluir a investigação.

“Os 12 presos foram ouvidos, as amostras foram coletadas, agora aguardamos a conclusão dos laudos perícias e o cruzamento das amostras de DNA para concluir a investigação e encaminhar à Justiça”, finalizou.

Com relação à morte de Iwalks Silva Santos, o delegado Danúbio Dias disse que a motivação seria a mesma.
“Iwalke também migrou de facção e isso levou à sua execução”, disse.

Por Adriana Magalhães – Cidade Verde

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