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5 de junho de 2026
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Polícia Federal desarticula esquema de diplomas falsos e prende suspeito no Piauí

Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Código 451, com o objetivo de desmontar uma organização criminosa especializada na falsificação e venda de diplomas de ensino superior. Um dos alvos da operação no Piauí foi preso em flagrante por posse de arma de fogo adulterada.

De acordo com a PF, os diplomas fraudulentos estavam sendo utilizados para obter registros profissionais e permitir o exercício ilegal de profissões regulamentadas, como medicina, engenharia, direito, educação física, entre outras.

Foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais 11 estados, incluindo o Piauí, onde a operação aconteceu no município de Colônia do Gurgueia. Durante a ação, os agentes encontraram uma arma de pressão transformada em arma de fogo, o que levou à prisão em flagrante de um suspeito.

Site falso simulava ambiente oficial

As investigações começaram após a tentativa de registro profissional com um diploma falso. A partir desse documento, a PF identificou um site fraudulento hospedado em uma plataforma pública, com aparência semelhante à de um ambiente oficial de consulta de diplomas.

O portal foi bloqueado por determinação judicial e já teve pelo menos 33 diplomas falsificados associados a ele. A plataforma vendia documentos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

A PF apura a existência de um grupo estruturado, com divisão de tarefas entre produção, comercialização e uso dos diplomas falsos. Também há indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Registros ativos com documentos falsos

Segundo a Polícia Federal, ao menos oito pessoas já possuíam registro ativo em conselhos de classe com base em diplomas falsificados. Os respectivos conselhos foram notificados para que adotem providências administrativas e disciplinares.

Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, exercício ilegal da profissão, receptação e outros crimes que possam ser identificados no curso da apuração.

Fonte: CidadeVerde

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