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13 de junho de 2024
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Polícia diz que mulher achada em lixão foi queimada viva e prende suspeito

A Polícia Civil do Piauí constatou através de exames periciais que Maria Adalgisa de Araújo foi queimada viva em julho deste ano. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado no dia 02 de julho de 2015, em um lixão localizado na Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina.

O suspeito pelo crime, José Carlos Oliveira Pacheco, conhecido como Baiano, foi preso nesta quarta-feira (15) pela Delegacia de Homicídios. José é natural de Vitória e a prisão foi coordenada pelo delegado Francisco Costa, o Bareta, titular da delegacia.

De acordo com a polícia, o crime teve motivo passional e o inquérito policial foi presidido pelo delegado Danúbio Dias. Segundo a investigação, havia afirmado que iria até a casa do suspeito para conversar com ele na última vez em que foi vista.

“A última vez em que ela foi vista, por volta das 14h, ela disse para filha que iria vê-lo. Após isso, por volta das 17h, testemunhas afirmaram terem visto o suspeito ateando fogo em pedaços de madeira no exato local onde o corpo foi encontrado no dia seguinte”, explicou o delegado.

Sobre o motivo do crime, o delegado afirmou que a investigação levou a crer que a vítima e o suspeito tinha um relacionamento amoroso que já durava três anos. “O crime foi passional. Há informações de que ele insistia para que ela largasse o companheiro dela para ficar com ele e deduzimos que no calor de alguma discussão ele deve ter dado uma pancada nela até que ela tenha ficado desacordada”, completou.

Foto: Polícia Civil

O delegado informou ainda que alguns indícios comprovam que a vítima foi queimada viva. “Ela foi queimada viva, a causa mortis foi asfixia por inalação de vapores quentes. Além disso, foram encontrados materiais não orgânicos na traqueia dela, o que confirma essa teoria”, ressaltou.

A Polícia encontrou na marcenaria do suspeito madeiras semelhantes às usadas para queimar a vítima. Ainda assim, o suspeito nega que tenha cometido o crime. “Ele nega o crime. E tenta enganar a polícia mentindo sobre ter sido visto no local onde o corpo foi encontrado. Ele diz que jogou a madeira em outro local e fomos com ele até esse lugar, chegando lá não há indícios de madeira nenhuma”, finaliza o delegado Danúbio Dias.

 

 

Fonte: Rayldo Pereira e Lucas Marreiros / Cidade Verde

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