O Dia D da ação da Polícia Civil no combate à violência doméstica aconteceu na manhã desta quinta-feira (07) em todo o estado do Piauí. A Operação Shamar, como foi batizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, teve início no dia 1º de agosto e segue até o próximo dia 4 de setembro.
Em todo o Piauí, entre os dias 1º e 6 de agosto deste ano, 67 pessoas foram presas em flagrante pelo crime. Além disso, foram registrados 301 boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher, sendo instaurados 153 procedimentos policiais e realizados 135 pedidos de medidas protetivas.
Shamar é uma palavra em hebraico que significa “cuidar, guardar, proteger, vigiar, zelar”. E busca refletir sobre a iniciativa de proteger as mulheres em situação de vulnerabilidade.
Foto: Ascom/ Polícia Civil

De acordo com a diretora da DPMGV, delegada Bruna Verena, durante a operação serão cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, tanto na capital quanto no interior do estado.
“Além disso, serão realizadas fiscalizações de denúncias e de medidas protetivas de urgência”, explicou.
A delegada reforça que a violência doméstica não tem perfil.
” A violência doméstica não tem perfil de agressor ou vítima, qualquer mulher pode passar por isso. Enquanto alguma mulher sofrer, nenhuma de nós estará livre. Por isso, é essencial acolher, encorajar e dar oportunidade para que essa mulher peça ajuda, porque sair da violência é difícil, mas possível com apoio”, acrescentou.
A ação está sendo coordenada pela Diretoria de Proteção à Mulher e Grupos Vulneráveis (DPMGV) e conta com o apoio da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar.
A delegada reforçou sobre a importância da população denunciar casos de violência contra a mulher e busque a rede de apoio disponível. A recomendação é que as denúncias sejam feitas por meio do número 180, pelo WhatsApp ou diretamente nos canais da rede de proteção.
A mobilização busca conscientizar a sociedade sobre a necessidade de oferecer apoio às mulheres em situação de risco e reforçar a importância de referências seguras para quem sofre violência. Inclusive, através do Boletim de Ocorrência (BO) pelo WhatsApp, o que facilita o acesso à Justiça e aos serviços de proteção.
Fonte: CidadeVerde

